CIRQUE DU SOLEIL – ALEGRÍA: eu fui!
abr 18th, 2008 by Paulo Martini

Depois de um convite da minha excelentíssima mãe, tive a oportunidade de acompanhá-la no espetacular show Alegría, do Cirque du Soleil, dia 11 de abril em São Paulo (obrigado de coração pelo convite e pela paciência, Dona Regina!).
Como a trupe já vem se apresentando no Brasil há vários meses, e muitos já deixaram claro em seus respectivos site/blogs – como o Alê Jungermann no Lineup – nem preciso ser mais um que vai dizer que o espetáculo é lindo de morrer, benhê.
Apenas gostaria de comentar alguns pontos:
- O espetáculo, como eu disse acima, é realmente espetacular. Um “ultimate circo”, como diriam os fãs da cronologia Ultimate, da Marvel Comics;
- Mesmo assim, esperava algo muito mais “grandioso”, e digo isso deixando claro que meu conhecimento sobre o Cirque du Soleil até esse dia eram os comerciais que passavam na tv e algumas notinhas por sites. Nunca tinha ido sequer pesquisar sobre a história do Cirque. E, sendo assim, acho que o valor cobrado pela entrada (média de entre 300 e 450 reais por cabeça) é um tanto quanto exorbitante. Na verdade, é caro prá caceta!;
- Um bom exemplo disso é o do sujeito fazendo malabares com as bolinhas. Na hora, joguei minhas expectativas lá no alto, tipo “ele vai manter umas 20 bolinhas no ar”. Ok, eu nem consigo fazer com duas bolinhas, sem falar que a performance em si estava muito boa, mas foi meio broxante;
- Em compensação, a apresentação onde o artista voava preso a dois lenços, o contorcionismo das meninas e o trapézio foram os pontos altos;
- Vale comentar também sobre o figurino, a maquiagem e o clima dado à apresentação. Eu não entendo nada disso, mas acho que pelo fato de eu ter lembrado mostra que seja lá o que os profissionais estudaram ou fizeram, deu muito certo;
- Não sou muito fã de palhaços, mas também não morro de medo deles, como a menininha do El Cid.
Mas, cacetada, o show dos palhaços da trupe, que inclui o brasileiro Marcos Casuo, é fenomenal. Era fácil ouvir os comentários do pessoal lembrando das peripécias e da graça dos palhaços após o espetáculo. O rolo com o aviãozinho de papel e o esquema da moto foram ó-te-mos;
- Pelamordedeus, um tantinho de pipoca a 13 reais? Refrigerante em lata a 4 reais? Coé, tão ficando loucos?;
- Eu senti falta de uma apresentação de mágica. Mas isso é viadagem minha, deixem para lá;
- Mas ali, além das apresentações, dos malabarismos, da beleza, teve um detalhe que eu jamais vou esquecer: a música. Barbaridade, que coisa mais linda! “Alegria“, “Ibis“, “Valsapena“, “Vai Vedrai“, “Kalandéro“, “Querer“… obras-primas criadas por René Dupéré e entoadas por Francesca Gagnon, uma mais arrebatadora que a outra. A minha preferida é justamente “Alegría”, o tema do espetáculo. Sabe aquele tipo música que te deixar mais leve, de voar? Pois é. “Bella ruggente pena, seren. Come la rabbia di amar. Alegría”.
Resumindo: virei fãzaço.
Esse post vai em homenagem ao grande Alê Jungermann, do blog Lineup. Se você também adora esse universo circense, aproveito para sugerir a leitura do post Todos são iguais perante a lei, mas uns são mais iguais do que os outros. É simplesmente triste o que se faz com a cultura nesse país. Eu mesmo me espelho no que há de melhor hoje para tentar produzir algo próprio. Agora achar que tudo o que vem daqui não é bom/não dá dinheiro é coisa de gente pequena e sem visão.
É isso.
- ANIMA MUNDI 2008: o que eu vi, parte 1
- MOCAP: não, não é animação. Mas eu posso, então eu faço.
- ANIMA MUNDI 2008: o que eu vi, parte 2
- De volta à “Novas Oportunidades Ltda.”



Mr Martini,
Agradeço, humildemente, a linda homenagem
Abs
olá fui para o espetáculo e amei é lindo
um beijo para
gismary
flavia
tatiene