Monthly Archives: agosto 2008

Crítica – STEAL THIS FILM: propriedade intelectual é o petróleo do século 21

Um dos assuntos que mais mexe comigo hoje é justamente toda essa problemática envolvendo pirataria. Para começar a tratar desse assunto aqui no Animartini, eis a crítica do filme Steal This Film, produzido em 2006 por The League of Noble Peers e que pode ser baixado gratuitamente através do site oficial da produção: www.stealthisfilm.com/Part1.

“Steal This Film” usa como fio condutor a invasão e o desligamento dos servidores do site The Pirate Bay, considerado um dos maiores propagadores de material pirata da internet, pela polícia suíça em 2006. O porquê disso ter acontecido, assim como o envolvimento dos EUA na questão, leva a história a assuntos como direitos autorais, demanda e distribuição de conteúdo, protocolo Bit Torrent, etc.

O filme deixa claro sua posição desde o começo, defendendo com unhas e dentes a prática da pirataria. Como eu vou deixar claro no texto abaixo – e nos vários posts que eu ainda escreverei sobre isso – a situação é muito mais complexa do que tratar a pirataria simplesmente como crime, preto no branco. Ainda assim, a lei é clara, mesmo que caduca. o que mais me impressionou no filme é a cara de pau dos criadores do The Pirate Bay, principalmente quando enchem a boca para falar que os norte-americanos não tem como se meterem na Suíça – os EUA tentaram e continuam tentando encerrar as operações do site utilizando meios políticos e econômicos, já que, na prática, não há nenhuma lei na Suíça que considere crime oferecer links para materiais registrados -, que a informação deve trafegar livre, etc, etc. Eu concordo com eles com referência a essa lei, e sobre a liberdade da informação, mas pode notar quais dessas “informações” são as mais baixadas no The Pirate Bay: filmes e músicas norte-americanas, todas protegidas por leis internacionais de direitos autorais. É só ver o Top 100 downloads de filmes no TPB hoje: se há dois ou três filmes que não sejam de grandes produtoras norte-americanas, é muito. Esses que não são, são de outras três grandes produtoras de outros países. Assim é fácil, não?

100 ANOS DE ANIMAÇÃO

Há exatos 100 anos – na verdade, 100 anos e um dia – no dia 17 de agosto de 1908, o cartunista francês Émile Cohl lançava Fantasmagorie, considerada a primeira animação produzida considerado o primeiro desenho animado produzido na história.

Depois de filmar seu desenhos (linhas pretas feitas em papel branco), Cohl usou o negativo dessa filmagem, dando o efeito de giz branco em um quadro negro. E você pode ver esse curta inteiro abaixo, ou clicando aqui para ver no YouTube:

1 minuto e 16 segundos, e 700 desenhos depois, o trabalho de Cohl abriria caminho para gênios como Winsor McCay, Walt Disney, Hayao Miyazaki, Tex Avery, Chuck Jones e muitos outros. Sorte a nossa! :-D Palmas e mais palmas para todos os apaixonados, para os profissionais, os amadores e todos que continuam levando a arte e o negócio da animação adiante.

Para homenagear o passado e manter a visão no futuro, o diretor Rastko Ciric produziu o curta Fantasmagorie 2008, exibido pela primeira vez em Paris em 11 de abril de 2008, misturando técnicas 2D e 3D. Veja o curta abaixo ou clicando aqui:

JOE RANFT: há três anos morria um dos maiores criativos que a Pixar já teve

Não é minha idéia atualizar o Animartini nos fins de semana (afinal, também sou filho de Primus), mas tive que abrir uma exceção para falar de Joe Ranft.

A maioria do público não o conhece, mas Ranft foi uma das maiores mentes criativas dentro da Pixar, um exímio contador de histórias. Antes de entrar na casa do Luxo Jr., ele trabalhou em grandes filmes, como De Volta para o Futuro (storyboards), A Pequena Sereia (storyboards), Uma Cilada para Roger Rabbit (sketches), A Bela e a Fera (história) e O Rei Leão (história).  Ranft entrou na Pixar em 1992 para começar a trabalhar direto na história e nos storyboards de Toy Story. Depois disso, também foi responsável pela história de Vida de Inseto e Carros (onde também escreveu o curta Mate e a Luz Fantasma). Mas ele sempre estava envolvido, de uma maneira ou de outra, nos outros projetos da Pixar, dando seus pitacos em curtas como MIke’s New Car e For The Birds. Depois de um currículo desses, imagina de quem foi a idéia inicial que se transformou no sensacional Wall-E? Pois é, acertou. :-D

Ranft também era mágico (pois é!) e também um ótimo dublador. É dele a voz da lagarta Heimlich, de “Vida de Inseto”, e do penguim Wheezy, de “Toy Story”.

Chega a ser impressionante como Ranft é lembrado com carinho por diversos profissionais de animação nos EUA não apenas pelo seu talento, mas pela pessoa divertida e amiga que era.

Joe Ranft morreu em um acidente de carro, em 16 de agosto de 2005. Ele tinha 45 anos. Na época, ele trabalha no animado “Carros” (no qual era co-diretor junto com John Lasseter) e também era o produtor executivo do animado stop-motion A Noiva Cadáver, do diretor Tim Burton.

Essa data tão importante foi lembrada pelo blog Blue Sky Disney.

TRANSFORMERS ANIMATED: review rápido da primeira e da segunda temporadas!

Levou tempo, mas as duas primeiras temporadas de Transformers Animated finalmente chegaram ao fim. Bom, para ir direto ao ponto (e com spoilers praticamente beirando a zero), a série é muito divertida. :-D

O roteirista-chefe Marty Isenberg conseguiu criar um novo universo utilizando a série antiga como base, mas sem que isso impedisse o entendimento daqueles que nunca viram – ou viram e pouco se importaram com – os episódios antigos. Para a molecada mais jovem, é um ótimo passatempo e não ofende a inteligência (tirando, claro, a babaquice de seguir a idéia do filme live-action, com toda aquela pataquada do Allspark: afinal, em um universo totalmente tecnológico, é preciso recorrer à magia para justificar tudo quanto é acontecimento? Me poupe, Michael Bay). Para os marmanjos e fãs mais enjoados, a série oferece tantas referências, piadas internas e histórias em arcos que deixam a experiência bem satisfatória. Sinceramente achei uma perda de tempo os vilões humanos (Nanosec, Angry Archer e Meltdown, por exemplo), que só atrasaram a aparição dos Decepticons na série, mas não foi nada traumático. Quando personagens como Starscream, Shockwave e o próprio Megatron dão as caras, aí é só delírio. :-D Nesse caso, a segunda temporada acaba sendo melhor, pois justamente marca a volta do Megatron como vilão principal, já que ele estava desmontado desde o primeiro episódio da série e só fazia maquinações através do contato com o professor Isaac Sumdac, um dos personagens humanos.

Ainda assim, a animação continua me incomodando. Não há muitos quadros por segundo, e a total falta de atenção ao sincronismo labial deixa um gosto meio ruim na boca, pelo menos na minha (entenderam? Boca, sincronismo labial, hã, hã? :-D ). Por mais que os japoneses tenham transformado isso num estilo próprio, e que a maioria da molecada vidrada em animes hoje em dia não se importa com isso, não é uma decisão que eu diria ser ideal. A falta de atenção nesse quesito tira muito a emoção, sem falar que às vezes parece que a voz não está sendo dita pelo personagem. Um pouquinho mais de apreço pelo material final poderia ter deixado a série ainda mais bacana.

Em compensação, o character design de cada novo personagem acaba se tornando um deleite, mesmo seguindo esse novo estilo mais arredondado desenvolvido por Derrick Wyatt. Além de ótimas aparições dos autobots Ultra Magnus e Jazz, respectivamente líder e soldado da Guarda de Elite Autobot, e dos Dinobots (sempre garantia de sucesso), ressalto outras participações hilárias: os Constructicons, Wreck-Gar e Blurr. Mas a melhor de todas as participações especiais fica para o último episódio, que vai deixar muitos fanáticos de queixo caído. :-D

A série está passando no Cartoon Network brazuca todo sábado, às 13h. Eu recomendo, e já espero ansioso pela terceira temporada. Ainda assim, espero ansioso pelo dia Transformers será tratado com o mesmo carinho e preciosismo que séries como Macross e Gundam:-)

MULHER MARAVILHA: saiu o primeiro trailer do novo filme animado da princesa amazona!

Depois de Superman/Doomsday, Liga da Justiça: A Nova Fronteira e Batman: Cavaleiro de Gotham, a Warner Premiére irá lançar a primeira animação baseada no universo da Mulher Maravilha. Wonder Woman é um longa animado que será lançado em fevereiro de 2009 em DVD, Blu Ray e On Demand.

Dirigido por Lauren Montgomery (que co-dirigiu “Superman/Doomsday” e episódios da série Legion of Super Heroes) e com roteiro de Gail Simone (que escreveu a hq Aves de Rapina e hoje é roteirista do título mensal da Mulher Maravilha) e Michael Jelenic (escreveu episódios para séries animadas como Ben 10 e The Batman, e hoje ocupa o cargo de story editor da série animada Batman: The Brave and The Bold), “Wonder Woman” irá contar as origens da heroína, mostrando a vida da princesa Diana e das amazonas na fictícia ilha de Themyscira. Quando o avião do coronel da Força Aérea Steve Trevor cai acidentalmente na ilha, Diana quebra as regras de sua sociedade para escoltá-lo de volta ao mundo dos homens. Enquanto isso, Ares, o deus da guerra, escapa do confinamento imposto pelas amazonas e procura por vingança.

Veja o trailer abaixo ou clique aqui para assistir no YouTube:

A dublagem do animado tem muita gente competente: a atriz Kerri Russel (da série de tv Felicity e do filme Missão Impossível III) emprestará sua voz para a Mulher Maravilha; o ator Nathan Fillion (o Malcom Reynolds da série de TV Firefly e do filme Serenity) será o Coronel Steve Trevor; Rosario Dawson (dos filmes Sin City: A Cidade do Pecado e O Balconista 2) interpretará a irmã de Diana, Artemis; Virgina Madsen (de filmes como Sideways: Entre Umas e Outras e Número 23) será a mãe de Diana, Hipólita; Alfred Molina (o Dr. Octopus do filme Homem-Aranha 2) será Ares; e Oliver Platt (que participou de séries de tv como The West Wing: Os Bastidores do Poder e Nip/Tuck) emprestará sua voz para Hades.

Achei também um preview/making-of muito interessante do filme, que aproveita para contar um pouco da história da personagem, desde sua criação e aparição nas hqs e sua evolução durante os anos, ilustrado por diversos storyboards. Além de comentários dos dubladores, vale notar a presença de figurões como o produtor Bruce Timm, o presidente da DC Comics Paul Levitz e o vice-presidente e editor da DC Dan Didio, dando suas opiniões sobre toda a mitologia da amazona. Veja abaixo ou clique aqui para ver direto no Youtube:

Olha, estou gostando bastante do que vi. A animação parece bem suave, a história está sendo baseada nos quadrinhos da Era de Ouro sem esquecer a famosa série de TV dos anos 60 (estrelada pela maravilhosa Linda Carter), e achei muito bacana o novo design da personagem. E com “novo design”, quero dizer o novo nariz da princesa amazona. :-D

Via Universo HQ, que me indicou o trailer, e Comic Book Resources, que tem muitas informações sobre a animação direto do painel na San Diego Comic-con 2008!

THE OLYMPIC ADVENTURES OF FUWA: os mascotes da Olimpíada de Pequim em versão animada

Eu acredito que todos já tenham visto os mascotes criados pelo artista chinês Han Meilin para a Olimpíada de Pequim 2008. Conhecidos como Fuwa – “dolls of blessing”, ou “bonecos abençoados” – os cinco personagens representam diferentes elementos característicos da China: Beibei é azul, tem elementos que lembram um peixe e uma flor de lótus e representa o mar; Jingjing é preto, representa um urso panda e as florestas chinesas; Huanhuan é vermelho e representa a chama olímpica; Yingying é dourado, lembra os antílopes tibetanos e representa a etnia Xinjiang; e Nini, verde, tem como forma a andorinha e lembra as famosas pipas chinesas. Juntos, os nomes dos personagens formam a sentença “Beijing huanyíng ni“, que significa “Pequim dá as boas-vindas a você”.

Além de serem estupidamente fofinhos e serem o maior sucesso comercial na China, com diversos produtos licenciados, os personagens também estrearam em versão animada, em uma série lançada em 08 de agosto de 2007 na BTV (Beijing TV Station), a rede de TV municipal de Pequim. Composta de 100 episódios de 11 minutos cada, The Olympic Adventures of Fuwa conta a história do menino Dayou, que ganha de presente os mascotes na véspera do início dos Jogos Olímpicos. Juntos, o menino e os Fuwa aprendem sobre as origens de cada modalidade esportiva e curiosidades sobre as Olimpíadas.

O interessante é notar que o desenho realmente conquistou os chineses, atraindo uma audiência espetacular e sendo exibido em mais de 100 canais em toda a China. O desenho recebeu muitos elogios quanto aos temas abordados e ao storytelling. A animação chegou até a ganhar o prêmio de “Melhor Produção” pela Asian Animation Comics Contest (AAAC) em 2007. Pena que não consegui achar o nome dos diretores, dos roteiristas, dos animadores e mesmo dos produtores envolvidos. O que se sabe é que a produção é da KAKU Cartoon, em parceira com a BTV. Coisas da China, acredito. :-)

Veja mais imagens da série no site Beijing Olympics FAN!, e um promo da série abaixo, no Youtube:

Via Portal Rio Mídia

Quero desenhar assim quando crescer: HYUNG-TAE KIM

Mais um post da série “inveja, muita inveja”. :-D

Hyung-tae Kim nasceu em Seoul, na Coréia do Sul, em fevereiro de 1978. Seu trabalho povoa diversos games, principalmente da série War of Genesis, como Tempest, War of Genesis III e War of Genesis III Parte 2, todos para PC. Um de seus trabalhos mais conhecidos é o design dos personagens dos games Magna Carta: Tears of Blood/Crimson Stigmata (2006), produzidos pela Softmax para Playstation 2.

Hyung-tae Kim segue o estilo manhwa, onde a anatomia perfeita dos personagens é deixada de lado, utilizando-se deformações para se atingir um visual bem específico (manhwa é também o termo usado para definir as histórias em quadrinhos sul-coreanas, daí a referência), um estilo que se baseou bastante no mangá (quadrinho japonês) mas que não chega a ser tão cartunizado. No caso das mulheres, Hyung-tae vai além com essa técnica. Bom, é só ver as meninas acima para entender o que eu quero dizer. :-)   Fortes mas delicadas, com corpos estonteantes e feições delicadas. Mas não fique pensando que esse post é apenas um exercício masturbatório, não: as figuras masculinas, os figurinos e cenários maravilhosos também estão entre as muitas habilidades do artista, que também é animador e diretor de arte.

Seu último trabalho foi no MMORPG Blade and Soul, lançado em 31 de julho de 2008 pela NCsoft, onde novamente emprestou sua técnica aos belíssimos designs de personagens.

O desenhista possui um site oficial, mas que está em construção desde 2005 e não possui conteúdo nenhum! :-( Em compensação, existe um site não-oficial muito bom, criado por fãs e entupido de informações, entrevistas e, principalmente, uma galeria de imagens espetacular.

Eu já disse que as mulheres de Hyung-tae são impressionantes? :-D

Via Tarja Preta.

Crítica – BATMAN, O CAVALEIRO DAS TREVAS: uau. UAU!

Na verdade, isso aqui não será bem uma crítica. Eu apenas estaria repetindo o que a grande maioria já disse (e provou com uma bilheteria estrondosa) sobre Batman: O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight, 2008). Sim, o filme é genial. :-D E, além disso, há tanto para se falar que eu teria que escrever uma bíblia aqui, e ela seria entupida de spoilers.

Então, e já que eu irei falar sobre a animação Batman: O Cavaleiro de Gotham em breve, aproveito para fazer apenas alguns comentários, para que esse monster movie não passe batido aqui no Animartini:

- Não é o melhor filme de super-herói já criado, pois não é um filme de super-herói. É um policial, um thriller, um drama de primeiríssima linha, com um cara vestido de morcego perdido ali no meio, só para variar. Aqui, o nível é outro;

- As pessoas têm medo de traficantes, de terroristas. “Eles são malucos”, todos dizem. Ainda assim, há alguma razão no que fazem, por mais distorcida que seja: dinheiro, poder, vingança ou fundamentalismo. Ou todos juntos. Não concordamos, mas entendemos. O Coringa de Heath Ledger é entropia pura, é caos. Não há razão, não há sentido, não há explicação. Ele é um furacão que suga tudo ao seu redor; quando não destrói, distorce. Não há como impedir. Como o próprio Coringa diz, “você (Batman) não tem nada que possa me ameaçar. Não tem o que fazer com toda a sua força”. O que fazer se alguém assim aparecer? Eis a questão que me deixou com muito medo na saída do cinema.

- O filme não pára. É ação do começo ao fim. O clímax do filme dura duas horas e meia. Eu saí do cinema cansado, não estou brincando.

- Ah, a batmoto (também conhecida como batpod). Desde a primeira cena que vi dela, em trailers e fotos de produção, pensei “pronto, vão pisar na bola, tava demorando”. Manjas o batmóvel sem capota que aparece naquela porcaria chamada Batman & Robin? Pois é. Mas, graças a Primus, eu estava enganado. Como eu estava enganado. E ainda bem que eu estava enganado! :-D “É como se Nolan tivesse escolhido exatamente esse momento do filme para agradar ao fã mais xiita, e acertou na mosca! Tipo, ‘fã, essa é prá você’”, disse o grande amigo Vitor Franco. :-D

- O roteiro é tão bem amarrado, os personagens são tão bem construídos, que chega a ser um absurdo. E olha que o roteiro é do David Goyer (o cara que escreveu os três filmes do Blade onde só se salva o segundo, e por causa da direção do Guillermo Del Toro, o diretor de Hellboy e O Labirinto do Fauno)! :-D Além dos óbvios Bruce Wayne/Batman (Christian Bale), Jim Gordon (Gary Oldman), Harvey Dent (Aaron Eckhart), Lucius Fox (Morgan Freeman), Alfred Pennyworth (Michael Cane) e Coringa (Heath Ledger), personagens como o mafioso Salvatori Maroni (Eric Roberts), o executivo chinês Lau (Chin Han), o prefeito Anthony Garcia (Nestor Carbonell) e até Rachel Dawes, interpretada pela visualmente meia-boca mas ótima atriz Maggie Gylenhall (que entrou no lugar da belíssima mas insossa Katie Holmes) tem força descomunal na tela, uma presença importantíssima na história. Normalmente tantos personagens assim fazem com que o foco se perca, que nenhum deles tenha tempo de tela suficiente para mostrar a que veio. Mas, aqui, tudo faz sentido. Tudo isso se deve à direção magistral de Christopher Nolan. É de cair o queixo.

- Momento Bruno Fernandes, também conhecido como o “IMDB vivo”: destaque para participações especiais de William Fitchner como o gerente do banco dos mafiosos, e Anthony Michael Hall como o repórter Mike Engel.

- Why so serious? Here, let me put a smile on that face. :-D

PRODUCING ANIMATION: um livro mais do que necessário

Quero aproveitar para sugerir um livro muito bacana, principalmente para aqueles que pretendem levar essa
história de produzir animações para a frente: Producing Animation, de Catherine Winder e Zahra Dowlatabadi.

O livro, impresso pela editora Focal Press, engloba todas as etapas de uma produção animada, seja ela uma série para tv ou um longa metragem, seja utilizando técnicas 2D, CGI ou stop-motion. Aborda todas as etapas de pré-produção (a idéia, desenvolvimento da sinopse, roteiro, técnica de animação escolhida, storyboards, character designs, gravação dos diálogos, etc), produção (deadlines, elaboração de custos, produção da animação e cenários…) e pós produção (edição linear ou não linear, edição de som, exportação para mídias como tv, cinema, etc), sem falar em como lidar com outsorcing (isto é, quando toda a produção é feita em outros países), e muito mais! Só os comentários iniciais sobre o que é ser um produtor de animação, feitos pelos melhores do mercado, é genial.

O livro também contém diversas planilhas para ajudar na elaboração e controle do seu projeto, incluindo descrições detalhadas de cada cargo em uma produção – se você sempre teve dúvida do que faz um produtor executivo, um diretor ou um leading animator, o livro “Producing Animation” vai responder isso para você.

As escritoras falam com conhecimento de causa, já que são macacas velhas do mercado de animação norte-americano. Catherine Winder já foi produtora de séries como Spawn e Spicy City (ambas da HBO Animation) e Aeon Flux (MTV); já foi vice-presidente sênior de produção da Fox Feature Animation, onde foi responsável pelo sucesso A Era do Gelo; e hoje é produtora executiva da Lucasfilm Animation, onde é responsável direta pelo novo projeto The Clone Wars, da franquia Star Wars, que estréia nos cinemas em agosto de 2008 e que depois se transformará em uma série, a ser exibida pela Cartoon Network em 2009. Já Zahra Dowlatabadi trabalhou como produtora na DisneyToon Studios e também com os três primeiros longas da série Em Busca do Vale Encantado, da Universal, e como produtora associada no longa Quest for Camelot, da Warner Animation. Hoje, ela presta consultoria sobre séries e filmes animados para gigantes como Cartoon Network, Lucasfilm Animation, Disney, Animation Lab e Oregon Film Group.

Tenho esse livro há quase dez anos e sempre que possível volto a lê-lo, pois ele continua muito atual. Pena que “Producing Animation” ainda não foi traduzido para o português. Alguma editora aí se habilita? Ou que tal alguém aqui do Brasil montar um livro desses? :-)

Quem quiser saber mais sobre o livro, pode acessar o site oficial ou então ler essa matéria no site AWN. Se você se interessou e quiser comprar, “Producing Animation” está a venda no Submarino. E se você estiver interessado em livros sobre animação, acesse a lojinha aqui do Animartini e veja mais sugestões.

Emílio “Elfo” Baraçal is also back, baby!

Esse é um post ligeirinho para aqueles que moram na Baixada Santista e adoram escrever: Emílio Baraçal – que costumava escrever sob a alcunha de Elfo no finado site A ARCA – vai ministrar o curso Roteiro para Cinema, TV, HQ, Teatro e Literatura na Tecnoponta Treinamentos em Santos, SP.

Durante o curso, ele vai abordar temas como Estrutura do Paradigma; Pontos de Virada; gêneros literários; roteiro não linear; exploração do Monomito, de Joseph Campbell; exploraçãp do Memorando de Vogler; conhecendo o Final Draft 7 (programa de edição de roteiros); e muito outros.

Se você estiver interessado e quiser saber mais detalhes, dá um pulo lá na Tecnoponta, que fica na Av. Conselheiro Nébias, 532, 7º andar, ou ligue para (13) 3222-9492. Mas corra, pois as aulas começam dia 20 27 de agosto .

Propaganda feita, seu Emílio, espero que ajude. Boa sorte! :-D