Posts in Category: Crítica

Crítica: MONSTROS VS. ALIENÍGENAS

Monstros Vs. Alienígenas

E,  depois de longo e tenebroso inverno, o bom filho à casa (en)torna!  Tudo legal, numa boa, numa nice? :-D

Bom, para marcar a volta, deixo aqui o link da crítica do novo animado da Dreamworks Animation, Monstros Vs. Alienígenas, que fiz para o Judão.

Ah, se você for um daqueles que também se rendeu ao Twitter e quiser acompanhar meus devaneios, notícias e piadinhas de quinta categoria, é só me seguir: @paulomartini ou http://www.twitter.com/paulomartini. Ou então simplesmente acompanhe pela barra lateral direita, pois toda vez que eu soltar uma gracinha de até 140 caracteres, ela vai aparecer aí do lado.

Bom, hoje foi visitinha de médico. Amanhã tem mais.  E vamo que vamo.

Crítica de BOLT: SUPERCÃO no Judão!

Bolt: Supercão

Rapaz, quanta poeira. Parece que esse lugar está às moscas há algum tempo… :-D

E aí, tá todo mundo bem? Natal, virada de ano, tudo belezura? Então vamo que vamo. :-)

Não, não me esqueci do Animartini, não. Muito pelo contrário. Mas as coisas ainda continuarão um tanto quanto erráticas até março, talvez abril. É o tempo que eu preciso para acertar a casa. Afinal, 2009 será o ano! Ou não! :-)

Enquanto isso, a minha crítica do novo longa animado da Disney, Bolt: Supercão, tá lá no Judão.

Além disso, vou fazer um teste, publicando diariamente por aqui notícias do que está acontendo por esse mundinho animado e que eu adiciono lá no Twitter. Ah, e se você também tem, me siga aqui: http://www.twitter.com/paulomartini.

Por enquanto, é isso. :-)

THE LIFE AND TIMES OF TIM: review dos quatro primeiros episódios


Após quase dez anos depois de investir em séries como Todd McFarlane´s Spawn e Spicy City, a HBO volta a apostar em animações e lançou, em 28 de setembro de 2008, seu mais novo projeto: The Life and Times of Tim, série criada por Steve Dildarian.

Peraí. Animação? Vou deixar algo bem claro desde já: “The Life and Times of Tim” não tem nada de animação. Duvida? Veja o trecho abaixo (ou clicando aqui para ver no YouTube), um trecho do 4º episódio:

Por isso, nem falarei sobre técnica ou qualquer coisa que sequer remeta à animação. Ou até mesmo a qualidade dos desenhos, rabiscos feitos pelo próprio Dildarian e que falam por si mesmos.

Sobra falar do roteiro. “The Life and Times of Tim” é uma série sobre o nada, mas sem a genialidade e a finesse de Seinfeld. A série é vazia, não leva a lugar nenhum. Como não há humor, parece que Dildarian decidiu cobrir esses buracos com referências sexuais. Nos quatro episódios que eu vi, o mote de todos eles tem a ver com algo sexual (seja Tim – dublado pelo próprio Dildarian, que também assina a produção – tentando provar que a mulher que está em sua casa não é uma prostituta e que ele não levou na bunda, ou que ele não foi estuprado por um mendingo, ou que ele não estava pegando nos seios de uma velha senhora, ou que ele não se masturbou em uma igreja pensando nas mulheres da família da namorada, etc, etc), com exceção do trecho em vídeo acima, que decide usar a escatologia como ponto de partida para a “história”. Após cada episódio você ainda fica se perguntando onde foram parar os 22 minutos que você nunca mais verá na vida.

E ainda tem gente que fala um monte de asneiras do Seth MacFarlane… Pfff.

Para terminar, me pergunto constantemente o porquê de tantas dessas “animações adultas” norte-americanas serem tão mal feitas (e mesmo assim aprovadas e exibidas). Os exemplos não faltam: Esquadrão Aqua Teen (Aqua Teen Hunger Force), Rato Esponja (12 Ounce Mouse), Assy McGee, “The Life and Times of Tim”, Squidbillies… O que querem passar com isso, que os adultos querem ver roteiros ruins e piadas de baixo calão, enfeitadas por desenhos ruins e animações sem qualidade técnica alguma (em alguns casos praticamente inexistentes)? Essas porcarias eu não quero. Quero mais de Harvey O Advogado (Harvey Birdman: Attorney at Law), Frango Robô (Robot Chicken), Os Irmãos Aventura (The Venture Bros.), Uma Família da Pesada (Family Guy), American Dad, O Rei do Pedaço (King of the Hill), Os Simpsons, Futurama, God, The Devil and Bob… caramba, até mesmo South Park tem personalidade, um estilo todo próprio e é engraçada pacas, até mesmo com toda aquela pornografia e escatologia.

Bom, eu desisti de “The Life and Times of Tim”. Só queria ter tido a decência de ter parado no primeiro episódio.

WOLVERINE AND THE X-MEN: review dos episódios 1 a 7 da primeira temporada

A trama é instigante: os mutantes estavam felizes e faceiros na mansão onde funciona o Instituto Xavier para Aprendizado Avançado, quando Charles Xavier e Jean Grey sofrem um ataque mental antes de acontecer uma grande explosão. Xavier e Jean são dados como mortos, e a mansão é completamente destruída. Sem saber como lidar com a morte de amigos queridos e sem liderança, os X-Men se separam. Um ano se passa e, sem os heróis mutantes de Westchester, as leis anti-mutantes do Senador Kelly ganham cada vez mais força: soldados agora andam pelas cidades perseguindo e aprisionando mutantes à esmo, causando caos pelas ruas. Quando essa força anti-mutante chega a prender humanos comuns apenas pelo fato deles terem ajudado Wolverine, o carcaju decide que é hora de remontar a equipe. Mas será que todos irão voltar? Como cada x-man está vivendo hoje depois de tanto tempo? O que andam fazendo? Como estão lidando com a perda?

Muito legal, né? Nada mais de perder tempo com histórias de origem, já que os filmes dos mutantes ainda está fresco na cabeça do público. Trabalhar uma nova idéia, novas possilidades com personagens que o público já conhece. No trailer, Cyclope agora vive sozinho, ainda triste e amargurado, e não aceita o pedido de Wolverine para voltar à equipe (e deixa isso bem claro ao jogar Logan pelas paredes com uma pela rajada ótica). Uau! Tudo para dar certo, né? Então me responda como é que conseguiram transformar uma premissa tão bacana em algo tão absurdamente ruim? Para aqueles que tinham altas expectativas como eu, podem esquecer: Wolverine e os X-Men é mais uma série animada descartável, e que chega a ser vergonhosa em alguns momentos.

Vi sete episódios até agora e todos, sem exceção, possuem roteiros fracos, personagens mal desenvolvidos e rasos, que cospem diálogos que soam mais falsos que um desenho bem feito do Rob Liefeld. As histórias são infantis mesmo, bobas e forçadas, utilizadas apenas como uma desculpa para introduzir novos personagens, e a grande maioria deles não acrescenta nada. A premissa, que por si só levanta tantas possibilidades bacanas, é deixada de lado  para colocar personagens como Mojo (não aquela idéia bacana da versão Ultimate, onde Mojo é apenas um produtor de televisão que cria um reality show onde mutantes são caçados, mas sim aquele ser sádico de outra dimensão viciado em luta de criaturas superpoderosas  – e tá, vá, eu gosto bastante da Espiral, que aparece nesse mesmo episódio), Nick Fury (que é basicamente um filho da mãe de marca maior e que resolve os trabalhos sujos do governo norte-americano, deixando suas características como o bronco herói de guerra da cronologia normal, ou sua versão Samuel L. Jackson inteligente e bad-ass do universo Ultimate, de lado), Rei das Sombras (como raios a Tempestade foi parar na África e se tornou uma rainha? Tudo bem que os fãs até sabem disso, mas quem assiste o desenho pela primeira vez é jogado no meio desse plot rocambolesco, onde um demônio ou seja lá o que for aquilo aparece para dominar o corpo da Ororo e causar o caos) e o Huk (com tanta coisa para resolver antes, realmente precisava colocar o monstro verde?) na trama. O episódio em que aparece o Gambit, por exemplo, foi escrito por Bob Forward. Ele, junto com Larry DiTillio, foram as mentes criativas por trás daquela belezura de série chamada Beast Wars. Em “Wolverine and The X-Men”, Forward entrega um episódio que chega a ser vergonhoso, sem dúvida o pior dos sete. Isso sem falar que eles estragam tudo logo no quarto episódio, quando é mostrado que Xavier não morreu, mas está em coma na ilha de Genosha sob proteção de Magneto. Aí do nada o careca começa a se comunicar do futuro com seus pupilos sobre um grande cataclisma que acontecerá em breve, voltando à trama de Dias do Futuro Passado… quer dizer, pura patacoada. Tudo isso talvez seja o reflexo da pouca experiência e falta de criatividade de Craig Kyle, o head writer da série (os primeiros roteiros profissionais dele são para X-Men Evolution, de 2004), ou nenhuma voz ativa em uma série controlada pelos executivos, quem sabe.

Se os roteiros são ruins, a animação segue pelo mesmo caminho. Ok, o design dos personagens é bem interessante, com uniformes que lembram a fase mais exagerada das HQs da década de noventa (Vampira utilizando o collant verde e amarelo, Wolverine com o uniforme amarelo e azul) e a fase mais recente, escrita por Grant Morrison (Cyclope com um uniforme azul-marinho que deixa apenas a boca à mostra e um sobretudo, Rainha Branca com um top tomara-que-caia branco, Fera que lembra a sua versão cinematográfica, com colete e calça azul com detalhes em amarelo), mas a qualidade técnica deixa muito a desejar, com fracas expressões faciais e erros gritantes de profundidade. Isso sem falar no CGI, porcamente adicionado às cenas tradicionais. E quem disse que eu consegui encontrar o nome do responsável pelo character design? Nem no IMDB tem!

Se tudo isso ainda não fosse suficiente, a dublagem consegue jogar a série na lama, de tão ruim que está. Andei pesquisando e parece que a responsável é uma empresa chamada Uniarthe, a qual eu nunca tinha ouvido falar até então. Parece que eles são novos no mercado, sei lá. A qualidade é tão fraca que cheguei a achar que estava vendo uma daquelas dublagens feitas por fãs, utilizando apenas ferramentas simples no computador, manja?

É interessante notar que a série estreou no Canadá e aqui na América Latina antes mesmo de ser exibida nos EUA, que tem lançamento marcado para o primeiro semestre de 2009 no canal Nicktoons. Será que eles perceberam que a série é tão ruim e quiseram testar em outros mercados? Vai saber. Bom, quem tiver interessado em assistir basta ligar no canal pago Jetix de segunda a quinta-feira às 15h30. Eu vou continuar assistindo para ver no que vai dar, mas prefiro assistir a nova série do Homem-Aranha, que está maior legal… e eu nunca comentei por aqui, veja você! Bom, mais posts pelo caminho… :-)

TRANSFORMERS ANIMATED: review rápido da primeira e da segunda temporadas!

Levou tempo, mas as duas primeiras temporadas de Transformers Animated finalmente chegaram ao fim. Bom, para ir direto ao ponto (e com spoilers praticamente beirando a zero), a série é muito divertida. :-D

O roteirista-chefe Marty Isenberg conseguiu criar um novo universo utilizando a série antiga como base, mas sem que isso impedisse o entendimento daqueles que nunca viram – ou viram e pouco se importaram com – os episódios antigos. Para a molecada mais jovem, é um ótimo passatempo e não ofende a inteligência (tirando, claro, a babaquice de seguir a idéia do filme live-action, com toda aquela pataquada do Allspark: afinal, em um universo totalmente tecnológico, é preciso recorrer à magia para justificar tudo quanto é acontecimento? Me poupe, Michael Bay). Para os marmanjos e fãs mais enjoados, a série oferece tantas referências, piadas internas e histórias em arcos que deixam a experiência bem satisfatória. Sinceramente achei uma perda de tempo os vilões humanos (Nanosec, Angry Archer e Meltdown, por exemplo), que só atrasaram a aparição dos Decepticons na série, mas não foi nada traumático. Quando personagens como Starscream, Shockwave e o próprio Megatron dão as caras, aí é só delírio. :-D Nesse caso, a segunda temporada acaba sendo melhor, pois justamente marca a volta do Megatron como vilão principal, já que ele estava desmontado desde o primeiro episódio da série e só fazia maquinações através do contato com o professor Isaac Sumdac, um dos personagens humanos.

Ainda assim, a animação continua me incomodando. Não há muitos quadros por segundo, e a total falta de atenção ao sincronismo labial deixa um gosto meio ruim na boca, pelo menos na minha (entenderam? Boca, sincronismo labial, hã, hã? :-D ). Por mais que os japoneses tenham transformado isso num estilo próprio, e que a maioria da molecada vidrada em animes hoje em dia não se importa com isso, não é uma decisão que eu diria ser ideal. A falta de atenção nesse quesito tira muito a emoção, sem falar que às vezes parece que a voz não está sendo dita pelo personagem. Um pouquinho mais de apreço pelo material final poderia ter deixado a série ainda mais bacana.

Em compensação, o character design de cada novo personagem acaba se tornando um deleite, mesmo seguindo esse novo estilo mais arredondado desenvolvido por Derrick Wyatt. Além de ótimas aparições dos autobots Ultra Magnus e Jazz, respectivamente líder e soldado da Guarda de Elite Autobot, e dos Dinobots (sempre garantia de sucesso), ressalto outras participações hilárias: os Constructicons, Wreck-Gar e Blurr. Mas a melhor de todas as participações especiais fica para o último episódio, que vai deixar muitos fanáticos de queixo caído. :-D

A série está passando no Cartoon Network brazuca todo sábado, às 13h. Eu recomendo, e já espero ansioso pela terceira temporada. Ainda assim, espero ansioso pelo dia Transformers será tratado com o mesmo carinho e preciosismo que séries como Macross e Gundam:-)

ANIMA MUNDI 2008: o que eu vi, final

Eis a última parte do meu review sobre os curtas do Anima Mundi 2008. Daqui a alguns dias farei um post final sobre o evento, comentando o 3º Anima Fórum. Com vocês, as animações exibidas na sessão CURTAS 1:

:: ONAT HACHAMUTZIN, de Ronen Zhurat | Israel (2006)
A infância na praia e… picles? Um curta autobiográfico, onde a animação é até bem tosquinha, mas que compensa com uma história cativante e nostálgica, muito humor e… picles. :-) 2D.
– Nota: 4

:: OFFICE NOISE, de Mads Johansen, Torben Søttrup, Karsten Madsen e Lærke Enemark | Dinamarca (2008)
Divertida história em produzida em CGI onde um frango estressado têm que lidar com o jeito estabanado do colega de trabalho elefante. Ótimo timing.
– Nota: 4

:: LE JOUR DE GLOIRE…, de Bruno Collet | França (2007)
Stop-motion interessante sobre um homem que se esconde no subsolo, imaginando a inevitável guerra que está para acontecer acima. Mesmo assim, dos trabalhos franceses que tive a chance de ver no festival deste ano, este é o mais fraquinho.
– Nota: 3

:: FRANZ KAFKA INAKA ISHA, de Koji Yamamura | Japão (2007)
Mais um vídeo sem muito sentido. A história original, baseada no conto Um Médico Rural, escrito em 1919 pelo tcheco Franz Kafka, contém toques surrealistas para contar os questionamentos de um médico chamado no meio da noite para tratar de um paciente. Bom, eu não li o conto, por isso não posso falar nada, mas já li A Metamorfose, e “Um Médico Rural” me parece ainda mais neurótico. Deve ser por isso que o curta é tão arrastado e sem sentido. Pelo menos a arte do animador Koji Yamamura é bem interessante, meu único motivo para não dar a menor nota para o curta.
– Nota: 2

:: EN AGOSTO, de Andres Barrientos e Carlos Andres Reyes | Colômbia (2008)
Uau. Fiquei impressionando com esse curta colombiano. Visualmente impressionante, e com uma história interessante sobre o fim dos tempos. Climático e muito bem animado. :-) 2D e CGI.
– Nota: 5


:: GLAGO´S GUEST, de Chris Williams
| Estados Unidos (2008)
O segundo curta da Disney no Anima Mundi 2008 (depois de How to Hook Up Your Home Theater, que comentei anteriormente) é de uma simplicidade e beleza espantosa. A trama fala sobre um soldado russo, no meio do nada, recebe uma visita inesperada. Agora é só rezar para que a Disney Brasil exiba o curta nas cópias nacionais de Bolt: Supercão, como vai acontecer lá nos EUA. E que venham mais curtas da Disney! :-D Veja abaixo um trecho de “Glago´s Guest”, ou clique aqui para assitir no YouTube:

– Nota: 5

ANIMA MUNDI 2008: o que eu vi, parte 2

Dando continuidade aos reviews das poucas sessões do Anima Mundi 2008 (leia a primeira parte dos reviews clicando aqui) que eu tive o prazer de comparecer, agora comento os curtas da sessão CURTAS 12:

:: FEAR, de Agustin Graham | Argentina (2007)
Uso das técnicas japonesas do anime para falar sobre como a realidade de um jovem fica distorcida ao ser tomado pelo medo. Animação bem feita, curta interessante. Aproveite para ver um trecho da animação abaixo ou clicando aqui:

– Nota: 3

:: REPLAY, de Boumediane, Delmeule, Voisin e Felicite-Zulma | França (2007)
Não há como negar: os franceses têm se destacado cada vez mais em seus curtas animados (Bernie´s Doll e Quidam Dégomme são os exemplos mais recentes que comentei na primeira parte desse review) e “Replay” é mais uma prova disso. Uma idéia simples e muito bem executada, conta a história de dois irmãos vivendo em um mundo pós-apocalíptico onde a terra está devastada e o ar está contaminado. Lana retorna todo dia ao bunker onde vive com seu irmão mais novo, Theo, com novidades sobre o mundo exterior. Dessa vez, Theo se encanta por um objeto em especial, e a história corre a partir daí. Simples e direto ao ponto, muito bom. E olha só que maravilha: você pode assistir o curta completo abaixo, direto no YouTube ou clicando aqui para assistir no site DailyMotion:

Aproveite para visitar o site oficial do filme, em www.replay-lefilm.com.
– Nota: 4

:: PLASTIC PEOPLE, de Pavel Koutský | República Tcheca (2007)
Uma brincadeira sobre a obsessão em melhorar o visual através das cirurgias plásticas. Não sou lá muito fã do estilo visual nem da animação, mas as piadas são bem divertidas.
– Nota: 3

:: MAHI, de Mahmoud Fakhrinejad | Irã (2006)
Depois de Sensorium (comentado no post anterior), eis mais uma porcaria sem sentido, sobre um peixe sendo pescado. Para entender o que se passa na tela é uma briga. Nem vou perder meu tempo aqui, já que perdi muito tempo vendo esse curta.
– Nota: 1

:: LA TÊTE DANS LES FLOCONS, de Bruno Collet | França (2007)
“Um surfista doido por neve” é a tradução literal desse curta em stop-motion, que prova novamente que os franceses estão na crista da animação. :-) Nesse curta, uma competição de esquiadores é ameaçada por um dos participantes, que fará de tudo para tirar os outros competidores da briga e conquistar o primeiro lugar. Humor completamente nonsense, que parece uma mistura da série Frango Robô (Robot Chicken), da Cartoon Network, com A Corrida Maluca (Wacky Races), da Hanna-Barbera. Divertidíssimo. :-D
– Nota: 5

:: UNPREDICTABLE BEHAVIOR, de Ernst Weber e Pasha Shapiro | Estados Unidos (2007)
Mais um curta em CGI, que mostra a conversa entre Sherlock Holmes e seu fiel ajudante, Dr. Watson, sobre o mistério de Jack, o Estripador. A animação me incomodou em alguns pontos, mas a modelagem é eficiente. A história é meio sem sentido, tentando questionar o pensamento racional e a natureza humana e, de repente, toma um caminho completamente bizarro. Interessante, mas fica isso.
– Nota: 3

:: CÂNONE PARA TRÊS MULHERES, de Carlos Eduardo Nogueira | Brasil (2008)
As únicas coisas interessantes neste curta são o uso das cores e a modelagem dos personagens, principalmente das mulheres que dão nome à essa produção CGI de Carlos Eduardo Nogueira, que mostra “três mulheres-fetiche – uma aeromoça, uma enfermeira e uma secretária – e seu dia-a-dia repetitivo de trabalho, assédio sexual e o retorno aos braços de seus maridos”. Não achei muito sentido nisso, para mim morreu na praia, mas visualmente é bem interessante.
– Nota: 2

:: HOW TO HOOK UP YOUR HOME THEATER, de Kevin Deters e Stevie Wermers-Skelton | Estados Unidos (2007)
A espera finalmente acabou! :D Uma ode aos clássicos curtas do Pateta da década de 40 e 50, “How to Hook Up Your Home Theater” transborda nas homenagens, que aparecem em cada segundo da projeção: desde a tela inicial de apresentação, com fundo vermelho e a cara do personagem aparecendo em destaque, passando pela música de Michael Giacchino (Os Incríveis) que bebe na fonte das trilhas produzidas por Oliver Wallace, indo até mesmo a replicar cenas clássicas como a do campo de futebol americano do curta How to Play Football, tudo isso banhado pela narração de Corey Burton. Mas o mais importante é que você não precisa saber nada dessas referências: o curta é realmente engraçado! E o “Aaaaaaaaaaahuhuhuhuiiiiiiii” também está lá. :-D Todo filme que fosse para o cinema deveria começar com algo assim, coisa que a Pixar percebeu desde o começo e vem nos presenteando com curtas cada vez mais espetaculares (eu já comentei aqui que Presto é o melhor curta deles até hoje? :-D ). Simplesmente genial.
– Nota: 5

ANIMA MUNDI 2008: o que eu vi, parte 1

Depois de ter furado o Anima Mundi em 2007, consegui comparecer em três sessões do evento de 2008, em São Paulo. Farei três posts rápidos sobre os curtas que assisti. Também tive a chance de participar, pela primeira vez, do Anima Fórum, que foi muito bacana. :-) Sobre isso, farei um post à parte.

A primeira sessão que vi foi a CURTAS 10, na quinta-feira, dia 24, lá no Memorial da América Latina. As notas dadas abaixo, de 1 a 5, seguem o mesmo critério usado pelo festival para votação, e foram exatamente as mesmas notas que eu dei no dia. Os curtas exibidos foram:

:: EDEN, de Hye Won Kim | República da Coréia (2008)
Segundo o site oficial do evento, o animador coreano quis mostrar que o homem é um ser sádico que mata os animais por prazer. Imagens grosseiras, de gosto duvidoso, e uso da técnica de cut-out muito mal feito levaram esse curta direto para o lixo, na minha opinião. Há maneiras mais sutis e inteligentes de se tratar de temas assim. Não gostei nada.
– Nota: 1

:: O TRAMBOLHO, de André Rodrigues | Brasil (2008)
“Um sujeito engraçado, um celular e um ônibus”. É assim que é descrito o curta do brasileiro André Rodrigues no site oficial do Anima Mundi. Com duração de um minuto e quarenta e oito segundos, o que se desenrola são algumas piadas utilizando situações do cotidiano. A animação até que é bem feitinha, mas nada além disso.
– Nota: 3

:: QUIDAM DÉGOMME, de Rémy Schaepman | França (2007)
O que uma ovelha, vivendo no telhado de um prédio, faz com a sanidade de um homem? Essa trama bizonha conta com uma animação bem cuidada, e uma narrativa bem feita.
– Nota: 3

:: YOURS TRULY, de Osbert Parker | Reino Unido (2007)
Um trabalho visual muito interessante, que utiliza cenas de filmes clássicos, fotografias e stop-motion para criar uma história noir. Veja abaixo um trecho do curta no YouTube:

– Nota: 3

:: SENSORIUM, de Karen Acqua e Ken Field | Estados Unidos (2007)
Esse curta é uma daquelas porcarias que me fazem sempre pensar duas vezes antes de ir ao Anima Mundi: vídeos que não dizem nada, que só mostram bolinhas/quadradinhos/objetos/qualquer outra porcaria se mexendo sem sentido na tela. O site do evento descreve esse lixo como “um vocabulário de movimentos visuais abstratos, cada um ligado a uma música específica, é apresentado em combinações cada vez mais complexas, criando uma “trilha sonora” visual”. Resumindo: blablablá BO-RING! Total perda de tempo. Merecia zero, mas a menor nota era 1, então…
– Nota: 1

:: POJAR, Bilyana Ivanova | Bulgária (2007)
A animação é tão tosquinha, a narrativa é tão infantil e a situação é tão delirante que o curta parece ter sido feito em uma oficina de animação. Dois ou três momentos que incitam uma risadinha nervosa, de canto de boca. E só.
– Nota: 2

:: BERNIE´S DOLL, de Yann Jouette | França (2008)
Bizarro, mas no bom sentido. Bernie é um empregado em uma fábrica de comida para animais. Solitário e introvertido, decide comprar um “kit mulher do terceiro mundo” para acabar com a solidão. A animação é em 3D e o conceito visual é caótico, dark, disforme; lembra um pouco colagem de fotos. Você termina de ver o curta e se sente mais triste consigo mesmo. Ainda assim, muito interessante.
– Nota: 4

:: DOSSIÊ RÊ BORDOSA, de César Cabral | Brasil (2008)
Simplesmente hilário! :-D Para mim, foi a melhor transposição do universo de personagens criado pelo cartunista Angeli para outra mídia. É verdade, gostei muito da modelagem dos personagens (a escolha do stop-motion foi genuial) e o estilo “mockumentary”, isto é, um falso documentário, sobre o que teria feito o artista matar sua personagem e cria mais famosa, a Rê Bordosa. A minha única ressalva é técnica: eu entendo que custo e tempo devem ter pesado na decisão, claro, mas poderia haver mais quadros por segundo para deixar a animação mais fluida (em especial o lip sync), pois a interpretação e os gestuais dos personagens estão ótimos! Alguém aí pensa em fazer uma série, ao estilo Harvey Birdman: Attorney at Law, com episódios de 11 minutos em stop-motion com os personagens do Angeli? E com os do Laerte? Hein? Hein? :-D E aproveitando a deixa, descobri um pequeno making-of onde o diretor do curta, César Cabral, fala sobre a produção, direto no YouTube:

– Nota: 5

KUNG FU PANDA: é legal. Só isso

Sinceramente, não entendi a tamanha comoção em cima de Kung Fu Panda. Venho lendo há meses que a animação era a primeira grande obra do estúdio do maluco Jeffrey Katzenberg, que a Dreamworks Animation tinha “dado uma de Pixar” e que o filme “era bom justamente devido à sua simplicidade”, e blábláblá.

Longe, bem longe disso. “Kung Fu Panda” é legal, e pára por aí. (acertou em cheio, caro El Cid :-) )

Para mim, essaa nova animação dirigida por Mark Osborne e John Stevenson é apenas mais um filme de verão. O roteiro de Jonathan Aibel e de Glenn Berger é simples, direto ao ponto e previsível às pampas, com algumas piadas bacanas, e só. Ok, ok, a animação está realmente muito bem feita (conduzida pelo animador-chefe Dan Wagner), inclusive a modelagem e as texturas, não há como negar.

Para mim, o que realmente se destaca são a apresentação do filme, toda animada em 2D pelo estúdio James Baxter Animation (o mesmo que produziu as cenas animadas de Encantada, utilizando um estilo visual que me lembrou bastante a sensacional série animada Samurai Jack), e os créditos finais, animados pela Shine Studios, também em 2D.

E eu achei que fosse pegar uma sessão particularmente vazia lá no Cine Roxy de Santos. Que nada: acabei caindo em uma sala repleta de crianças e seus respectivos pais. A molecada saiu do cinema vibrando com as peripécias do panda Po (quer dizer, todos menos o pivetinho do meu lado, que estava enchendo o saco da mãe para o filme acabar logo e que me olhou umas três vezes por causa das minhas reações ao filme. Eu sou um pateta. :-) ). Estaria eu ficando velho?

Não. As crianças é que gostam de qualquer coisa. :-D

E prá terminar: ontem eu vi Wall-E, de novo. E, por Primus, a segunda vez é ainda melhor! :-D

Crítica WALL-E e de volta novamente

Olá, olá! Tudo certo com vocês? Quer dizer, ainda tem alguém aí? Alô? :-)

Meu sumiço nas últimas semanas se deve, veja você, a um novo emprego. Diferente da última vez, estou gostando muito dessa nova oportunidade. Muito trabalho, claro, mas estou aprendendo coisas novas, e o ambiente é muito profissional. E o salário também não é nada mal. :-) Resumindo: estou curtindo pacas. E depois de alguns dias de adaptação, estou de volta.

Aproveito esse post também para falar da minha prometida crítica do Wall-E, que está lá no Judão. Ah, e também descobri que o Cardoso citou minha crítica do novo longa da Pixar lá no blog dele, o Contraditorium. Paulo Martini fazendo sucesso na blogosfera brasileira. Ou não! ;-) Valeu, Cardoso!

Ah, e apenas para lembrar que na sexta-feira que vem, dia 11, começa o Anima Mundi 2008 lá no Rio de Janeiro. Em Sampa, o evento terá início dia 23 de julho. Eu vou. :-)