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SPEED RACER: a injustiça do ano

1 Comment | This entry was posted on mai 25 2008

Eu já havia dito antes que esse filme seria legal. E foi muito mais divertido do que eu esperava! E olha que minha expectativa já era alta… :-D

Mas eu não consigo entender porquê raios o filme foi tão mal de bilheteria tanto nos EUA quanto aqui no Brasil. Tudo bem, eu concordo com muitas críticas de que o filme é longo (2 horas e 15 minutos, para ser mais exato), mas isso não tira em nada a força da película.

Eis minhas considerações:
- Como eu já disse, eu nunca gostei do desenho. O pouco que vi até hoje não me agradou em nada; muito pelo contrário, me vez pegar nojo. Então das duas, uma: ou os irmãos Wachowski deram alma a um desenho péssimo e vazio, ou então eles são tão fãs da série criada por Tatsuo Yoshida que pegaram tudo o que o desenho tinha de melhor e esfregaram na minha cara, do tipo “viu como esse desenho tem coisas bacanas?”.

- Os primeiros 20 minutos de filme – que conta a história dos personagens, principalmente a que apresenta a paixão do Speed Racer pelas corridas (onde o tema do desenho entra com tudo) – são simplesmente geniais.

- O Gorducho (Paulie Litt) e o macaco Zequinha simplesmente roubam todas as cenas em que aparecem. O humor está simplesmente ótimo!

- Palmas para Susan Sarandon e para John Goodman, que interpretam os pais do Speed (tudo bem que ele está muito gordo, mas Goodman seria minha escolha para interpretar o Hagar, se por acaso um filme do jogo Final Fight, da Capcom, fosse lançado. Veja o filme e você entenderá o porquê. ^_^).

- Corredor X (Matthew Fox) rules!

- A Christina Ricci nem fede nem cheira como Trixie. Mas é a Christina Ricci, então beleza. :-)

- A direção de arte é um exagero de cores que chega a doer. Mas é um universo totalmente novo, como eu nunca vi em nenhum outro filme. Se você já assistiu o filme Peixe Grande ou a série de tv Pushing Daisies e acha aquele visual colorido é porque você ainda não viu Speed Racer.

- E para finalizar, as corridas: se você achou a briga final dos robôs no filme dos Transformers confusa, é porquê você ainda não viu os pegas em Speed Racer. E sim, as corridas lembram Hot Wheels (como eu disse no post anterior) e ainda Super Mario Kart (a última corrida lembra a última pista da Star Cup, pelo menos) e F-Zero. Eita. Mas são emocionantes pacas, isso eu posso garantir.

- Ah, sim: Wachowski são criadores. Michael Bay, não. But he demands things to be AWESOME! :-D

Resumindo: se você ainda não viu, levante a bunda e vá correndo ver! :-)

HOMEM DE FERRO: pura diversão

1 Comment | This entry was posted on mai 19 2008

Fui ver o tão falado filme do Homem de Ferro na sexta-feira passada, e concordo com a maioria: o filme é divertidíssimo. Roteiro didático, direto ao ponto mas com ótimas sacadas de humor e sequências de ação; uma atuação deliciosa do Robert Downey, Jr., no papel de sua vida; efeitos especiais muito bacanas; e aquela sequência maravilhosa depois dos créditos (na sessão que eu fui, NINGUÉM ficou no cinema além de mim, então pude surtar feito um abobado) fizeram do filme pura festa. O diretor Jon Favreau já virou o novo ídolo dos nerds, sem dúvida. :-)

Mas não, esse não é o melhor filme da Marvel. Esse posto é ainda do Homem-Aranha 2.

Encantada: Disney is back, baby!

2 Comments | This entry was posted on jan 21 2008

Cena de Encantada
Não sei se você teve a chance de ler algum texto meu no finado site sensação A ARCA, mas sou um fã incondicional da Disney. Comecei a acompanhar de perto toda a produção animada da empresa desde pequeno, com os clássicos
curtas do Mickey, Pato Donald e Pateta, passando pelos longas animados e pelas séries de tv (Ducktales é simplesmente genial!). Estou sempre lendo notícias, artigos e livros sobre essa “fábrica de sonhos”: adorava cada anúncio de um novo filme, novo projeto animado; sofri quando anunciaram que a divisão de animação tradicional – o coração de toda a Disney – seria fechada, isso lá pelos idos de 2004; e um misto de alegria e medo me atingiu quando a Pixar foi comprada pela Disney. Afinal, por mais que tenha adoração por toda essa magia, não se pode esquecer que a casa do Mickey é, hoje, uma verdadeira máquina de fazer dinheiro, um império monstruoso que se extende por todas as mídias e emprega uma gama absurda de trabalhadores ao redor do mundo. E os últimos dez anos do ex-CEO Michael Eisner foi muito danoso para a criatividade da empresa, a meu ver.

Mesmo sabendo que essa fase sem os clássicos animados seria temporária, fiquei contando os dias para que ela passasse, e pulei de alegria quando foi anunciada a volta dos projetos 2D, ainda mais sob a supervisão direta do mestre John Lasseter, que se tornou a mente criativa da Disney após a compra da Pixar. E o projeto que marca a volta da animação 2D é Encantada.

Dirigido por Kevin Lima (diretor dos ótimos Pateta: O Filme e Tarzan), o filme é uma divertida homenagem aos clássicos que fizeram a fama da casa do Mickey. Diferente de Shrek, que tira sarro dos contos de fada apenas para ser diferente, Encantada brinca com as referências, tenta acrescentar novos elementos mas se mantém fiel à fórmula – incluindo príncipe encantando, bruxa má, final feliz, músicas e bichinhos falantes, o pacote completo. :-D O filme é bem divertido, com aquele climão de “Sessão da Tarde”, sabe?

As cenas animadas do filme são poucas, totalizando aproximadamente 12 minutos, mas mostram como a Disney continua no topo do jogo. Ok, a animação ainda não voltou 100% ao castelo da Cinderela – as cenas não foram animadas in-house, e sim produzidas pela James Baxter Animation, criada pelo animador James Baxter , responsável por animar personagens clássicos como Jessica Rabbit (Uma Cilada para Roger Rabbit), Bela (A Bela e a Fera), Rafiki (O Rei Leão) e Quasímodo (O Corcunda de Notre Dame). Com alguém com esse currículo e com tamanho conhecimento das técnicas e do padrão de qualidade Disney, estava praticamente tudo em casa. :-D

Encantada está, acredito eu, em sua última semana nos cinemas brasileiros. Mesmo com cópias dubladas – isto é, não será possível pegar as versões originais das músicas de Alan Menken e Stephen Schwartz e muito menos a narração de Julie Andrews – vale a pena. E que venha The Princess and the Frog! :-D
Pontos positivos:
- Amy Adams, que está ótima como Gisele, a personagem principal do filme. Ela simplesmente rouba o filme!
- A animação, que continua espetacular.

Pontos não tão positivos:
- A pequena participação de Susan Sarandon como a bruxa má Narissa.

Leia também: Crítica de Encantada no Animation Animagic

Transformers Animated: não é ruim. Mas preciso ver mais…

2 Comments | This entry was posted on jan 11 2008

Transformers Animated

Nada mais gostosinho do que começar de fato os posts deste singelo blog justamente com uma das minhas grandes paixões: Transformers, que ressurgiu para o povão com o lançamento do filme dirigido por Michael “eu adoro uma explosão por isso vamos colocar no filme inteiro sem me importar com o roteiro” Bay em julho de 2007. Filme divertido à primeira vista, que vai ficando pior cada vez que é revisto (ótima crítica do filme dada pelo amigão Zarko), mas ainda assim faturou horrores, caindo nas graças de todos e lançando uma montanha de produtos licenciados. Entre esses licenciamentos, uma nova série animada foi anunciada.

Chamada de Transformers Animated, a nova animação produzida e exibida pela Cartoon Network estadunidense, estreou na terra do Tio Sam no dia 26 de dezembro de 2007 em um episódio especial de uma hora. A animação ficou responsável pelos estúdios japoneses MOOK DLE (SWAT Cats e The Real Adventures of Jonny Quest), The Answer Studio (Super Esquadrão dos Macacos Robôs Hiper Força Já!) e Studio 4°C (Memories, Tekkon Kinkreet e The Animatrix – Kid’s Story). Nessa nova saga, que mais uma vez cria uma nova origem para o universo dos Autobots (os robozinhos do bem) tentam proteger a recém-descoberta Allspark – a fonte de toda a vida dos robôs – dos malévolos (putz, “malévolo” é uma palavra legal) Decepticons. Assim como a série clássica, conhecida como G1, a nave dos Autobots cai na Terra, mais especificamente na cidade de Detroit, forçando-os a se disfarçarem em veículos.

A série, que volta a ter os norte-americanos como time criativo (Beast Machines foi a última a ter produção norte-americana; as posteriores – Robots in Disguise, Energon, Armada e Cybertron foram produções japonesas), mostra uma senhora melhora no que diz respeito ao roteiro. A história parece ser muito mais bem montada, coesa, que as séries japonesas, e ainda mantendo foco no público infantil. Também pudera: o roteirista-chefe da série é Marty Isenberg, um dos roteiristas da série Beast Machines. Meu único problema com BM é justamente a premissa da história, que tinha tudo para ser muito melhor que Beast Wars, mas acabou exagerando na questão da “fusão tecnologia e orgânico”. Mas não há como negar que os episódios são muito bem escritos.

E isso começa a aparecer logo no começo da série: Optimus Prime ainda não é o lider experiente e paizão de outras encarnações. Ele acaba de se formar na Academia Autobot, e comanda um pequeno grupo de explore: Bumblebee, Ratchet, Bulkhead e Prowl. Aqui, as Guerras Cybertronianas já terminaram, e os Decepticons foram derrotados. Nota-se que Optimus ainda não sabe bem o que fazer, mas sua faceta de líder já começa a despontar, ao desobedecer ordens diretas de Ultra Magnus – comandante supremo dos Autobots – para não enfrentar uma nave Decepticon que se aproxima para roubar a Allspark.

Uma das coisas bacanas desse primeiro episódio é como eles fazem referência direta à G1, exibindo, logo nos primeiros segundos, cenas do primeiro episódio da série clássica, sem que isso atrapalhe em nada o entendimento da trama pelos que não conhecem as séries antigas. Essas cenas mostram cenas das Guerras Cybertronianas, mostrando personagens como Megatron, Starscream, Bumblebee, Thundercracker e Wheeljack em suas formas originais cybertronianas. Também é legal notar a diferença na qualidade das imagens assim que o episódio já mostra os novos Optimus Prime e Ratchet.

Mas as referências não páram por aí. Na verdade, há tantas, inclusive à Beast Wars / Beast Machines, com a presença da personagem BlackArachnia, que mantém o mesmo estilo visual e jeito de falar que sua contraparte em BW/BM. Com o link da G1 no começo, será que teremos alguma continuidade sendo montada ou é apenas uma homenagem? :-)

Mas o que mais vai mexer com os fãs mais antigos é justamente o novo design dos personagens; na verdade, o novo estilo visual da série. Sai os robôs quadradões, entram os designs arrendodados e estilizados de Derrick Wyatt . O cara, que é responsável pelo character design de animações como Teen Titans, A Mansão Foster para Amigos Imaginários e Legião de Super-Heróis, é um grande artista, mas não consigo compreender de onde veio essa idéia. Fico imaginando tantos caminhos bacanas para serem seguidos com o visual, e escolheram justo esse? Fica parecendo desenho animado para molecada de jardim da infância… Não é ruim, é só desnecessário. Fico me perguntando se vai realmente funcionar, imaginando que a pirralhada hoje esteja tão acostumada com os animes da vida que sei lá.

A animação também fica devendo um pouco. Em diversas cenas fica claro a falta de quadros de animação, como o jeito japonês de se fazer lyp-sinc (sincronismo labial), entre outras. Mesmo assim, o visual não fica comprometido, mas poderia haver um cuidado maior.

Pontos a favor:
- Starscream: continua sendo o mais legal. E letal. A sequência dele atacando sozinho e praticamente ganhando dos Autobots é muito bacana.
- O barulhinho clássico de transformação. Sim, ele continua lá, firme, forte e excelente como sempre. :-)
- O character design do novo Bumblebee. Totalmente baseado no design clássico do personagem, com traços que o deixam muito mais simpático e ágil.
- História entupida de referências à G1. Mais do que eu já comentei acima, só vendo mesmo.

Pontos contra:
- O design arredondado. Poderiam ter ido por outro caminho, mas essa necessidade de sempre fazer os produtos para a molecada às vezes dá nos nervos.
- Personagens humanos caricaturizados demais, mas de maneira geral não atrapalham a história como um todo.
- Blitzwing falando como um Arnold Schwarzenegger do gueto? QUÊ?
- Optimus sem o bocal. Qual o sentido, sendo bem sincero?

Vi esse desenho duas vezes. A primeira fiquei meio de ovo virado. Mas achei simpático da segunda vez. Quero ver se eles vão desenvolver legal a história do Optimus, e ainda esperar pelos próximos personagens confirmados, como Arcee, Grimlock, Slag, Swoop, Ironhide, Jazz, Wreck-gar, Soundwave e Shockwave. 26 episódios ainda estão por vir, e eu comentarei mais sobre a série assim que os episódios forem sendo exibidos.

É isso. :-)