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Quero desenhar assim quando crescer: QIQO

3 Comments | This entry was posted on abr 14 2009

Qiqo - The Rough Sketch.com

Mais um momento de pura inveja aqui no Animartini, a arte de Qiqo.

O que eu mais gosto no trabalho desse artista é a escolha e aplicação das cores, sem falar na leveza do traço. Usei a ilustração que o Qiqo fez da Velma – a cérebro da gangue do Scooby Doo – apenas pela referência à animação (e também pelo fato dele ter deixado a personagem sexy pacas), mas no  site oficial do cara e na página dele no DeviantArt você encontra muitas outras ilustrações.

Pena não haver muitas informações sobre o artista. Mas, pelo avatar dele, pode-se notar que ele também arrisca nas animações. :-) Quem tiver mais informações sobre ele, é só deixar nos comentários.

Dica do Cartoon Brew.

Crítica de BOLT: SUPERCÃO no Judão!

0 Comments | This entry was posted on jan 07 2009

Bolt: Supercão

Rapaz, quanta poeira. Parece que esse lugar está às moscas há algum tempo… :-D

E aí, tá todo mundo bem? Natal, virada de ano, tudo belezura? Então vamo que vamo. :-)

Não, não me esqueci do Animartini, não. Muito pelo contrário. Mas as coisas ainda continuarão um tanto quanto erráticas até março, talvez abril. É o tempo que eu preciso para acertar a casa. Afinal, 2009 será o ano! Ou não! :-)

Enquanto isso, a minha crítica do novo longa animado da Disney, Bolt: Supercão, tá lá no Judão.

Além disso, vou fazer um teste, publicando diariamente por aqui notícias do que está acontendo por esse mundinho animado e que eu adiciono lá no Twitter. Ah, e se você também tem, me siga aqui: http://www.twitter.com/paulomartini.

Por enquanto, é isso. :-)

O motivo da falta de atualizações

1 Comment | This entry was posted on out 22 2008

Eu sei que não adianta nada vir e ficar dando desculpas, mas quero explicar o motivo de tanto atraso nas atualizações.

Há mais ou menos um mês me tornei um número nas estatísticas medonhas desse país: fui assaltado. Furtado, para ser mais exato. Não entrarei em detalhes aqui, nessa brincadeira acabei perdendo minha pen drive e meu caderno de anotações (sem falar na minha fé nesse país) onde haviam arquivos, pesquisas e anotações prontas ou em fase final de revisão para publicar aqui no Animartini.

Achei uma troca justa: meus pertences em troca de muita frustação. NOT! :-(

Tudo bem que eu já tinha muita coisa nos meus feeds do Google Reader e nas newsletters que assino, mas ter que garimpar essas informações novamente é um belo de um retrabalho. Além disso, sou daqueles que escreve e reescreve cada texto, independente do tamanho. As idéias vêm e vão, eu as coloco de qualquer jeito no papel (ou no computador) e depois rola todo aquele processo de lapidar as palavras, reajeitá-las e engomá-las para criar um texto que consiga expor algumas idéias e gerar algumas piadinhas sagazes que valham cada segundo de quem esteja lendo. Ou não.

Com a perda desse material, passei os últimos dias colocando a casa em ordem novamente. Além disso, a quantidade de trabalho vêm crescendo em ritmo gritante aqui na fííírrma, sem falar nas três horas perdidas de viagem por dia (Santos-São Paulo-Santos) que só servem para me detonar.

Coisas da vida. Mas chega de lenga-lenga. Bola prá frente que já tenho alguns textos na agulha. :-)

Um ensaio inicial sobre “experiência”

6 Comments | This entry was posted on set 24 2008

Estou de volta, pessoas. Sem blablablá, e direto ao ponto. :-)

Jeffrey Katzenberg, a mente criativa (?) por trás da Dreamworks Animation e sem noção-mor, declarou que os filmes exibidos em stereoscopic (também conhecido como tridimensional ou 3-D – não confudir com filmes em CGI) serão o futuro da indústria cinematográfica, a terceira grande revolução (após o som e a cor) que fará com que as pessoas voltem a freqüentar os cinemas como antigamente. “Our lives are going to be forever changed. Because this is the future for us.”

Katzenberg é, como diria o Capitão Nascimento, um fanfarrão. Pessoalmente, acho que ele está exagerando (como sempre), e olha que eu não vi nenhum desses filmes em 3-D dessa nova safra até agora, como Viagem ao Centro da Terra, Hanna Montana & Miley Cyrus: O Melhor dos Dois Mundos e U2 Live, por exemplo. Ainda assim, note como tem saído cada vez mais filmes utilizando essa tecnologia, algo que muita gente já tinha dado como morta desde a década de 80, e grandes veículos de mídia abordam o assunto com mais e mais freqüência. A indústria cinematográfica fazendo das tripas coração para atrair aquele público desgarrado, que têm fugido feito diabo da cruz ano após ano das salas de cinema, tentando oferecer uma experiência nova e exclusiva que não pode ser conseguida com as grandes telas de LCD de imagens em alta resolução ou com os filmes convenientemente piratas encontrados pelas internets e pelas esquinas da vida.

Guarde essa palavra: experiência.

Acho essa medida da indústria muito louvável. Mesmo tendo certeza que os motivos pelos quais as pessoas não vão mais ao cinema são outros – o alto custo dos ingressos, a pirataria, a baixa qualidade dos filmes exibidos, para citar apenas alguns – o uso de novas tecnologias é sempre importante e um bom chamariz para o público, mesmo que a curto prazo. Mas, como eu disse acima, não acredito que essa tecnologia seja o cálice sagrado, a última Coca-Cola do deserto do negócio de salas de cinema. Acho que há muitos outros caminhos, e quero aproveitar e deixar uma idéia no ar que não requer firulas tecnológicas e que realmente poderia oferecer novas possibilidades.

Hoje todos vêem as salas de cinema apenas como um local para se exibir, bem, filmes. Duh. Pare um minutinho e imagine: você iria ao cinema para assistir uma season finale de Lost, por exemplo? Ou que tal assistir ao vivo a uma partida de futebol em plena Copa do Mundo (sem a narração ufanista descontrolada do Galvão Bueno, claro)? Ou assisitr a um show ao vivo que esteja acontecendo em outra cidade, ou em outro país? Tela gigante e imagem em alta definição, conforto de cadeiras, som surround… Imaginou?

Para mim, ver um filme no cinema é uma “experiência” diferente do que ver um filme em DVD, ou ver um filme baixado no computador, ou ver um filme no celular ou em um PSP. Agora substitua “filme” por “séries de tv” ou “desenhos animados” ou até mesmo por “games” (alguém consegue se imaginar jogando um Zelda, um Super Mario, um God of War ou um H.A.L.O. em um telão de cinema? Eu até sonho com isso, se bem que não consigo imaginar a logística para tal… :-) ). Como impedir que o conteúdo seja duplicado hoje é praticamente impossível e uma luta inglória, e com cada vez mais opções para se consumir esse conteúdo, é preciso valorizar o que cada mídia tem de melhor. As salas de cinema oferecem, a meu ver, uma imersão muito maior do que a TV ou o computador, o que dirá do celular. Ali, no escurinho, você é praticamente puxado para aquele universo de fantasia que se passa à sua frente (isso quando aquele bando de adolescentes não te traz de volta ao mundo real na marra!). Uma mudança de conceito, uma mudança no modelo de negócios: Cobre pela experiência, não pelo conteúdo. A série/partida de futebol/show vai passar de graça na TV, e com certeza estará disponível na internet. Mas ver no cinema não tem preço. Bom, na verdade, tem sim. :-) Exclusividade é uma experiência, assim como a conveniência, e experiências assim podem ser cobradas.

Claro que há aspectos técnicos necessários para viabilizar esse novo modelo, como a instalação de projetores digitais nas salas e um grande trabalho de divulgação. Questão de tempo, a meu ver. Oferecer conteúdo diferenciado aumentaria a opção de escolha do público, aumentando o fluxo de pessoas à salas. Sem falar que as grandes produtoras precisariam melhorar a qualidade de seus filmes, já que haveria concorrência no único reduto ainda exclusivo dos filmes.

O fato é que nada do que eu disse acima é novo: lá pelos idos de 1930 e 40, os cinemas exibiam curtas metragens, animações e os famosos boletins de notícias. Então não me venham falar que isso é uma afronta, que cinema é lugar só de filme e afins, hein? :-)

Gostaria muito de saber a opinião de quem visita o Animartini sobre isso, pois acho que é assunto para uma looooonga discussão. Por isso, comentem, comentem. :-)

PS.: Voltando rapidamente ao tema inicial, tenho muita vontade de ver um filme em 3-D. Dizem que não é tão incômodo quanto antigamente. Deve ser verdade, porque as salas têm se multiplicado não só nos EUA, mas aqui no Brasil também.

PRODUTORAS E CURSOS DE ANIMAÇÃO NO GOOGLE MAPS: atualização contém doze novas produtoras e uma escola

0 Comments | This entry was posted on set 03 2008

As atualizações aqui no Animartini continuam um tanto quanto erráticas, mas é só questão de tempo até as coisas voltarem ao normal. :-) Enquanto isso, consegui atualizar rapidamente o mapa das produtoras/cursos lá no Google Maps.

As contempladas dessa vez foram a Animatus Animation Studios (SP), a Amazing Graphics (PR), a Flamma Films (SP), a TV Pinguim (SP), a Quadro Vermelho Produções (RJ), a Digital 21 (SP), a Pixpost (SP), a Cartunaria (RS), a Tribbo (SP), a MarcaEmpreendimentos (MG), a Rocambole Produções (SP), o Poeira Estúdios (BH) e a Art&Cia Cursos (AM).

Veja no mapa abaixo:

Exibir mapa ampliado
E ainda tem muitas mais na fila. Em breve, novas produtoras e novos cursos aparecerão no mapa. ;-)

LINKS PARA O FIM DE SEMANA: iPhone aprovado pela Anatel, série animada do Tintim no Brasil, nova versão do Renderman e muito mais!

2 Comments | This entry was posted on ago 29 2008


Rapaz, esses últimos dias foram bem corridos. Tem muita coisa bacana acontecendo e, quando eu notava, meu dia já tinha acabado, o que me forçou a segurar um pouco as atualizações aqui no Animartini. Mas não se preocupem, é apenas um pequeno hiato, em alguns dias as atualizações voltam ao normal.

Para compensar, selecionei vários links interessantes sobre animação para deixar você por dentro das últimas novidades, pelo menos enquanto dou vazão aos textos que estão na minha fila. Na lista abaixo tem de tudo um pouco, desde informações sobre negócios, sobre equipamentos, sobre novos softwares e puro entretenimento também.

E não esqueça que semana que vem tem chamada oral. :-D

:: TV por assinatura alcança mais de 20 milhões no Brasil | Meio & Mensagem
>> Fechado para assinantes
Mais detalhes sobre o aumento de 13%  na base total de assinantes, em comparação ao ano passado, no resultado do primeiro trimestre de 2008 da Associação Brasileira de TV por Assinatura.

:: Revenues Up, Profit Down at Time Warner | World Screen
>> Artigo em inglês
O dinheiro continua entrando cada vez mais no grupo Time Warner, mas os lucros diminuem. Leia um relato detalhado que monstram todas as áreas da empresa com aumentos consideraveis, menos a AOL, com queda constante.

:: From Tiny Toons to Brave & Bold: Toon Zone Interviews Voice Director Andrea Romano | Toonzone
>> Artigo em inglês
O site Toonzone entrevista Andrea Romano, uma das maiores diretoras de casting e dublagem da tv norte-americana. A veterana fala sobre seus trabalhos em séries animadas como GoBots, Jonny Quest, Pinky e Cérebro, Avatar e Batman: The Brave and The Bold.

:: Lições de ‘In Rainbows’ | Meio & Mensagem
>> Fechado para assinantes
O caso do CD In Rainbows, da banda Radiohead – onde todas as músicas foram disponibilizadas na web oficialmente, e o usuário escolhia o quanto queria pagar pelas faixas, incluindo não pagar nada, transformando em um dos primeiros casos oficiais que abordam a onda da Cauda Longa e do Freeconomics – é o assunto de um relatório assinado por Will Page, um diretor da MCPS-PRS Alliance (entidade britânica de direitos autorais), e Eric Garland, co-fundador e CEO da Big Champagne Media Measurement. Um artigo muito interessante como encarar os novos modelos de negócio na era da pirataria.

:: Biker Mice from Mars Finds U.S. Home on 4Kids TV | World Screen
>> Artigo em inglês
O clássico desenho animado dos anos 90 – que eu acho uma porcaria – está de volta, e começou a ser exibido na 4Kids TV. E pode ter certeza: continua tão ruim quanto o anterior.

:: Who Needs To Pitch? | Cartoon Brew
>> Artigo em inglês
O pitching é uma formato de apresentação de projetos para tv muito utilizado pelas grandes emissoras norte-americanas. Esse é um dos muitos tópicos que irei comentar em breve aqui no Animartini, já que a prática está aos poucos começando a ser utilizada em território nacional. Mas ao mesmo tempo que o pitching começa a ganhar forma por aqui, já há casos nos EUA onde a internet é utilizada como o principal canal exibidor de novas animações, que conseguem um público fiel e abrem caminho para contratos com as grandes emissoras.

:: Catmull at SIGGRAPH; says no to Pixar becoming effects studio | The Pixar Blog
>> Artigo em inglês
No gigantesco evento SIGGRAPH, dedicado à indústria de computação gráfica que ocorre anualmente nos EUA, Ed Catmull, o co-fundador e presidente da Pixar e também presidente do Walt Disney Animation Studios, falou sobre o futuro de ambos os estúdos, sobre a criação de não apenas um, mas dois centros de pesquisas em parceira com duas grandes universidades norte-americanas, e dos novos projetos live-action em que o estúdio estará produzindo em breve. Live-action? Pois é, mas fiquem sossegados: a Pixar não irá se tornar uma empresa de efeitos especiais, segundo Catmull.

:: David Filoni fala sobre Star Wars: Clone Wars! | Judão
Barretão entrevista o diretor do primeiro longa animado da série criada por George Lucas a pintar nos cinemas. O filme é bom? Não sei, ainda não vi, mas espero o pior.

:: Pixar Releases RenderMan Pro Server 14.0 | AWN
>> Artigo em inglês
A Pixar lançou a nova versão do seu famoso software de rendering, e o site Animation World Network traz mais detalhes sobre as novas funcionalidades.

:: The Alchemy of Animation | Cartoon Brew
>> Artigo em inglês
Com lançamento previsto para 7 de outubro na terra do Tim Sam, o livro The Alchemy of Animation é escrito por Don Han, produtor de clássicos animados da Disney como A Bela e a Fera e O Rei Leão, e que agora trabalha no novo longa animado de Tim Burton, Frankenweenie. O Cartoon Brew comenta sobre o livro.

:: Exclusive: Sneak Peek at Coraline! | Rotten Tomatoes
>> Artigo em inglês
Imperdível esse preview do novo longa animado stop-motion Coraline, dirigido pelo gênio Henry Selick e com roteiro do boa-praça Neil Gaiman. Vídeos e mais vídeos! :-D

:: ARD Germany Picks Up New Season of Sea Princesses | World Screen
>> Artigo em inglês
As Princesas do Mar, criação do santista e nerd (desculpe, “cult” :-D ) Fábio Yabu, continuam fazendo sucesso ao redor do mundo: a segunda temporada da série animada já foi adquirida por um canal público alemão.

:: ThinkPad W700, Um Notebook com Tela de 17” e Tablet Wacom! | Digital Drops
Tudo bem que não é uma Cintiq, mas acho que dá para quebrar um galho. :-)

:: iPhone 3G é homologado na Anatel para venda no Brasil | iMasters
Finalmente o celular-sensação da Apple foi aprovado pelas autoridades brasileiras. Agora é aguardar o plano de negócio das operadoras e a data de lançamento oficial em solo brazuca.

:: Série animada de “Tintim” chega ao Brasil em DVD | Licensing Brasil
Um lançamento muito bem-vindo! As aventuras em animação do jornalista Tintim e seu cãozinho Milú, criados pelo quadrinista belga Hergé, em um box com as três temporadas completas.

Crítica – STEAL THIS FILM: propriedade intelectual é o petróleo do século 21

2 Comments | This entry was posted on ago 20 2008

Um dos assuntos que mais mexe comigo hoje é justamente toda essa problemática envolvendo pirataria. Para começar a tratar desse assunto aqui no Animartini, eis a crítica do filme Steal This Film, produzido em 2006 por The League of Noble Peers e que pode ser baixado gratuitamente através do site oficial da produção: www.stealthisfilm.com/Part1.

“Steal This Film” usa como fio condutor a invasão e o desligamento dos servidores do site The Pirate Bay, considerado um dos maiores propagadores de material pirata da internet, pela polícia suíça em 2006. O porquê disso ter acontecido, assim como o envolvimento dos EUA na questão, leva a história a assuntos como direitos autorais, demanda e distribuição de conteúdo, protocolo Bit Torrent, etc.

O filme deixa claro sua posição desde o começo, defendendo com unhas e dentes a prática da pirataria. Como eu vou deixar claro no texto abaixo – e nos vários posts que eu ainda escreverei sobre isso – a situação é muito mais complexa do que tratar a pirataria simplesmente como crime, preto no branco. Ainda assim, a lei é clara, mesmo que caduca. o que mais me impressionou no filme é a cara de pau dos criadores do The Pirate Bay, principalmente quando enchem a boca para falar que os norte-americanos não tem como se meterem na Suíça – os EUA tentaram e continuam tentando encerrar as operações do site utilizando meios políticos e econômicos, já que, na prática, não há nenhuma lei na Suíça que considere crime oferecer links para materiais registrados -, que a informação deve trafegar livre, etc, etc. Eu concordo com eles com referência a essa lei, e sobre a liberdade da informação, mas pode notar quais dessas “informações” são as mais baixadas no The Pirate Bay: filmes e músicas norte-americanas, todas protegidas por leis internacionais de direitos autorais. É só ver o Top 100 downloads de filmes no TPB hoje: se há dois ou três filmes que não sejam de grandes produtoras norte-americanas, é muito. Esses que não são, são de outras três grandes produtoras de outros países. Assim é fácil, não? Read more »

JOE RANFT: há três anos morria um dos maiores criativos que a Pixar já teve

1 Comment | This entry was posted on ago 16 2008

Não é minha idéia atualizar o Animartini nos fins de semana (afinal, também sou filho de Primus), mas tive que abrir uma exceção para falar de Joe Ranft.

A maioria do público não o conhece, mas Ranft foi uma das maiores mentes criativas dentro da Pixar, um exímio contador de histórias. Antes de entrar na casa do Luxo Jr., ele trabalhou em grandes filmes, como De Volta para o Futuro (storyboards), A Pequena Sereia (storyboards), Uma Cilada para Roger Rabbit (sketches), A Bela e a Fera (história) e O Rei Leão (história).  Ranft entrou na Pixar em 1992 para começar a trabalhar direto na história e nos storyboards de Toy Story. Depois disso, também foi responsável pela história de Vida de Inseto e Carros (onde também escreveu o curta Mate e a Luz Fantasma). Mas ele sempre estava envolvido, de uma maneira ou de outra, nos outros projetos da Pixar, dando seus pitacos em curtas como MIke’s New Car e For The Birds. Depois de um currículo desses, imagina de quem foi a idéia inicial que se transformou no sensacional Wall-E? Pois é, acertou. :-D

Ranft também era mágico (pois é!) e também um ótimo dublador. É dele a voz da lagarta Heimlich, de “Vida de Inseto”, e do penguim Wheezy, de “Toy Story”.

Chega a ser impressionante como Ranft é lembrado com carinho por diversos profissionais de animação nos EUA não apenas pelo seu talento, mas pela pessoa divertida e amiga que era.

Joe Ranft morreu em um acidente de carro, em 16 de agosto de 2005. Ele tinha 45 anos. Na época, ele trabalha no animado “Carros” (no qual era co-diretor junto com John Lasseter) e também era o produtor executivo do animado stop-motion A Noiva Cadáver, do diretor Tim Burton.

Essa data tão importante foi lembrada pelo blog Blue Sky Disney.

Crítica – BATMAN, O CAVALEIRO DAS TREVAS: uau. UAU!

0 Comments | This entry was posted on ago 08 2008

Na verdade, isso aqui não será bem uma crítica. Eu apenas estaria repetindo o que a grande maioria já disse (e provou com uma bilheteria estrondosa) sobre Batman: O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight, 2008). Sim, o filme é genial. :-D E, além disso, há tanto para se falar que eu teria que escrever uma bíblia aqui, e ela seria entupida de spoilers.

Então, e já que eu irei falar sobre a animação Batman: O Cavaleiro de Gotham em breve, aproveito para fazer apenas alguns comentários, para que esse monster movie não passe batido aqui no Animartini:

- Não é o melhor filme de super-herói já criado, pois não é um filme de super-herói. É um policial, um thriller, um drama de primeiríssima linha, com um cara vestido de morcego perdido ali no meio, só para variar. Aqui, o nível é outro;

- As pessoas têm medo de traficantes, de terroristas. “Eles são malucos”, todos dizem. Ainda assim, há alguma razão no que fazem, por mais distorcida que seja: dinheiro, poder, vingança ou fundamentalismo. Ou todos juntos. Não concordamos, mas entendemos. O Coringa de Heath Ledger é entropia pura, é caos. Não há razão, não há sentido, não há explicação. Ele é um furacão que suga tudo ao seu redor; quando não destrói, distorce. Não há como impedir. Como o próprio Coringa diz, “você (Batman) não tem nada que possa me ameaçar. Não tem o que fazer com toda a sua força”. O que fazer se alguém assim aparecer? Eis a questão que me deixou com muito medo na saída do cinema.

- O filme não pára. É ação do começo ao fim. O clímax do filme dura duas horas e meia. Eu saí do cinema cansado, não estou brincando.

- Ah, a batmoto (também conhecida como batpod). Desde a primeira cena que vi dela, em trailers e fotos de produção, pensei “pronto, vão pisar na bola, tava demorando”. Manjas o batmóvel sem capota que aparece naquela porcaria chamada Batman & Robin? Pois é. Mas, graças a Primus, eu estava enganado. Como eu estava enganado. E ainda bem que eu estava enganado! :-D “É como se Nolan tivesse escolhido exatamente esse momento do filme para agradar ao fã mais xiita, e acertou na mosca! Tipo, ‘fã, essa é prá você’”, disse o grande amigo Vitor Franco. :-D

- O roteiro é tão bem amarrado, os personagens são tão bem construídos, que chega a ser um absurdo. E olha que o roteiro é do David Goyer (o cara que escreveu os três filmes do Blade onde só se salva o segundo, e por causa da direção do Guillermo Del Toro, o diretor de Hellboy e O Labirinto do Fauno)! :-D Além dos óbvios Bruce Wayne/Batman (Christian Bale), Jim Gordon (Gary Oldman), Harvey Dent (Aaron Eckhart), Lucius Fox (Morgan Freeman), Alfred Pennyworth (Michael Cane) e Coringa (Heath Ledger), personagens como o mafioso Salvatori Maroni (Eric Roberts), o executivo chinês Lau (Chin Han), o prefeito Anthony Garcia (Nestor Carbonell) e até Rachel Dawes, interpretada pela visualmente meia-boca mas ótima atriz Maggie Gylenhall (que entrou no lugar da belíssima mas insossa Katie Holmes) tem força descomunal na tela, uma presença importantíssima na história. Normalmente tantos personagens assim fazem com que o foco se perca, que nenhum deles tenha tempo de tela suficiente para mostrar a que veio. Mas, aqui, tudo faz sentido. Tudo isso se deve à direção magistral de Christopher Nolan. É de cair o queixo.

- Momento Bruno Fernandes, também conhecido como o “IMDB vivo”: destaque para participações especiais de William Fitchner como o gerente do banco dos mafiosos, e Anthony Michael Hall como o repórter Mike Engel.

- Why so serious? Here, let me put a smile on that face. :-D

PRODUCING ANIMATION: um livro mais do que necessário

0 Comments | This entry was posted on ago 06 2008

Quero aproveitar para sugerir um livro muito bacana, principalmente para aqueles que pretendem levar essa
história de produzir animações para a frente: Producing Animation, de Catherine Winder e Zahra Dowlatabadi.

O livro, impresso pela editora Focal Press, engloba todas as etapas de uma produção animada, seja ela uma série para tv ou um longa metragem, seja utilizando técnicas 2D, CGI ou stop-motion. Aborda todas as etapas de pré-produção (a idéia, desenvolvimento da sinopse, roteiro, técnica de animação escolhida, storyboards, character designs, gravação dos diálogos, etc), produção (deadlines, elaboração de custos, produção da animação e cenários…) e pós produção (edição linear ou não linear, edição de som, exportação para mídias como tv, cinema, etc), sem falar em como lidar com outsorcing (isto é, quando toda a produção é feita em outros países), e muito mais! Só os comentários iniciais sobre o que é ser um produtor de animação, feitos pelos melhores do mercado, é genial.

O livro também contém diversas planilhas para ajudar na elaboração e controle do seu projeto, incluindo descrições detalhadas de cada cargo em uma produção – se você sempre teve dúvida do que faz um produtor executivo, um diretor ou um leading animator, o livro “Producing Animation” vai responder isso para você.

As escritoras falam com conhecimento de causa, já que são macacas velhas do mercado de animação norte-americano. Catherine Winder já foi produtora de séries como Spawn e Spicy City (ambas da HBO Animation) e Aeon Flux (MTV); já foi vice-presidente sênior de produção da Fox Feature Animation, onde foi responsável pelo sucesso A Era do Gelo; e hoje é produtora executiva da Lucasfilm Animation, onde é responsável direta pelo novo projeto The Clone Wars, da franquia Star Wars, que estréia nos cinemas em agosto de 2008 e que depois se transformará em uma série, a ser exibida pela Cartoon Network em 2009. Já Zahra Dowlatabadi trabalhou como produtora na DisneyToon Studios e também com os três primeiros longas da série Em Busca do Vale Encantado, da Universal, e como produtora associada no longa Quest for Camelot, da Warner Animation. Hoje, ela presta consultoria sobre séries e filmes animados para gigantes como Cartoon Network, Lucasfilm Animation, Disney, Animation Lab e Oregon Film Group.

Tenho esse livro há quase dez anos e sempre que possível volto a lê-lo, pois ele continua muito atual. Pena que “Producing Animation” ainda não foi traduzido para o português. Alguma editora aí se habilita? Ou que tal alguém aqui do Brasil montar um livro desses? :-)

Quem quiser saber mais sobre o livro, pode acessar o site oficial ou então ler essa matéria no site AWN. Se você se interessou e quiser comprar, “Producing Animation” está a venda no Submarino. E se você estiver interessado em livros sobre animação, acesse a lojinha aqui do Animartini e veja mais sugestões.