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TRANSFORMERS ANIMATED: review rápido da primeira e da segunda temporadas!

0 Comments | This entry was posted on ago 15 2008

Levou tempo, mas as duas primeiras temporadas de Transformers Animated finalmente chegaram ao fim. Bom, para ir direto ao ponto (e com spoilers praticamente beirando a zero), a série é muito divertida. :-D

O roteirista-chefe Marty Isenberg conseguiu criar um novo universo utilizando a série antiga como base, mas sem que isso impedisse o entendimento daqueles que nunca viram – ou viram e pouco se importaram com – os episódios antigos. Para a molecada mais jovem, é um ótimo passatempo e não ofende a inteligência (tirando, claro, a babaquice de seguir a idéia do filme live-action, com toda aquela pataquada do Allspark: afinal, em um universo totalmente tecnológico, é preciso recorrer à magia para justificar tudo quanto é acontecimento? Me poupe, Michael Bay). Para os marmanjos e fãs mais enjoados, a série oferece tantas referências, piadas internas e histórias em arcos que deixam a experiência bem satisfatória. Sinceramente achei uma perda de tempo os vilões humanos (Nanosec, Angry Archer e Meltdown, por exemplo), que só atrasaram a aparição dos Decepticons na série, mas não foi nada traumático. Quando personagens como Starscream, Shockwave e o próprio Megatron dão as caras, aí é só delírio. :-D Nesse caso, a segunda temporada acaba sendo melhor, pois justamente marca a volta do Megatron como vilão principal, já que ele estava desmontado desde o primeiro episódio da série e só fazia maquinações através do contato com o professor Isaac Sumdac, um dos personagens humanos.

Ainda assim, a animação continua me incomodando. Não há muitos quadros por segundo, e a total falta de atenção ao sincronismo labial deixa um gosto meio ruim na boca, pelo menos na minha (entenderam? Boca, sincronismo labial, hã, hã? :-D ). Por mais que os japoneses tenham transformado isso num estilo próprio, e que a maioria da molecada vidrada em animes hoje em dia não se importa com isso, não é uma decisão que eu diria ser ideal. A falta de atenção nesse quesito tira muito a emoção, sem falar que às vezes parece que a voz não está sendo dita pelo personagem. Um pouquinho mais de apreço pelo material final poderia ter deixado a série ainda mais bacana.

Em compensação, o character design de cada novo personagem acaba se tornando um deleite, mesmo seguindo esse novo estilo mais arredondado desenvolvido por Derrick Wyatt. Além de ótimas aparições dos autobots Ultra Magnus e Jazz, respectivamente líder e soldado da Guarda de Elite Autobot, e dos Dinobots (sempre garantia de sucesso), ressalto outras participações hilárias: os Constructicons, Wreck-Gar e Blurr. Mas a melhor de todas as participações especiais fica para o último episódio, que vai deixar muitos fanáticos de queixo caído. :-D

A série está passando no Cartoon Network brazuca todo sábado, às 13h. Eu recomendo, e já espero ansioso pela terceira temporada. Ainda assim, espero ansioso pelo dia Transformers será tratado com o mesmo carinho e preciosismo que séries como Macross e Gundam:-)

PRODUCING ANIMATION: um livro mais do que necessário

0 Comments | This entry was posted on ago 06 2008

Quero aproveitar para sugerir um livro muito bacana, principalmente para aqueles que pretendem levar essa
história de produzir animações para a frente: Producing Animation, de Catherine Winder e Zahra Dowlatabadi.

O livro, impresso pela editora Focal Press, engloba todas as etapas de uma produção animada, seja ela uma série para tv ou um longa metragem, seja utilizando técnicas 2D, CGI ou stop-motion. Aborda todas as etapas de pré-produção (a idéia, desenvolvimento da sinopse, roteiro, técnica de animação escolhida, storyboards, character designs, gravação dos diálogos, etc), produção (deadlines, elaboração de custos, produção da animação e cenários…) e pós produção (edição linear ou não linear, edição de som, exportação para mídias como tv, cinema, etc), sem falar em como lidar com outsorcing (isto é, quando toda a produção é feita em outros países), e muito mais! Só os comentários iniciais sobre o que é ser um produtor de animação, feitos pelos melhores do mercado, é genial.

O livro também contém diversas planilhas para ajudar na elaboração e controle do seu projeto, incluindo descrições detalhadas de cada cargo em uma produção – se você sempre teve dúvida do que faz um produtor executivo, um diretor ou um leading animator, o livro “Producing Animation” vai responder isso para você.

As escritoras falam com conhecimento de causa, já que são macacas velhas do mercado de animação norte-americano. Catherine Winder já foi produtora de séries como Spawn e Spicy City (ambas da HBO Animation) e Aeon Flux (MTV); já foi vice-presidente sênior de produção da Fox Feature Animation, onde foi responsável pelo sucesso A Era do Gelo; e hoje é produtora executiva da Lucasfilm Animation, onde é responsável direta pelo novo projeto The Clone Wars, da franquia Star Wars, que estréia nos cinemas em agosto de 2008 e que depois se transformará em uma série, a ser exibida pela Cartoon Network em 2009. Já Zahra Dowlatabadi trabalhou como produtora na DisneyToon Studios e também com os três primeiros longas da série Em Busca do Vale Encantado, da Universal, e como produtora associada no longa Quest for Camelot, da Warner Animation. Hoje, ela presta consultoria sobre séries e filmes animados para gigantes como Cartoon Network, Lucasfilm Animation, Disney, Animation Lab e Oregon Film Group.

Tenho esse livro há quase dez anos e sempre que possível volto a lê-lo, pois ele continua muito atual. Pena que “Producing Animation” ainda não foi traduzido para o português. Alguma editora aí se habilita? Ou que tal alguém aqui do Brasil montar um livro desses? :-)

Quem quiser saber mais sobre o livro, pode acessar o site oficial ou então ler essa matéria no site AWN. Se você se interessou e quiser comprar, “Producing Animation” está a venda no Submarino. E se você estiver interessado em livros sobre animação, acesse a lojinha aqui do Animartini e veja mais sugestões.

ANIMA MUNDI 2008: o que eu vi, parte 2

1 Comment | This entry was posted on ago 01 2008

Dando continuidade aos reviews das poucas sessões do Anima Mundi 2008 (leia a primeira parte dos reviews clicando aqui) que eu tive o prazer de comparecer, agora comento os curtas da sessão CURTAS 12:

:: FEAR, de Agustin Graham | Argentina (2007)
Uso das técnicas japonesas do anime para falar sobre como a realidade de um jovem fica distorcida ao ser tomado pelo medo. Animação bem feita, curta interessante. Aproveite para ver um trecho da animação abaixo ou clicando aqui:

– Nota: 3

:: REPLAY, de Boumediane, Delmeule, Voisin e Felicite-Zulma | França (2007)
Não há como negar: os franceses têm se destacado cada vez mais em seus curtas animados (Bernie´s Doll e Quidam Dégomme são os exemplos mais recentes que comentei na primeira parte desse review) e “Replay” é mais uma prova disso. Uma idéia simples e muito bem executada, conta a história de dois irmãos vivendo em um mundo pós-apocalíptico onde a terra está devastada e o ar está contaminado. Lana retorna todo dia ao bunker onde vive com seu irmão mais novo, Theo, com novidades sobre o mundo exterior. Dessa vez, Theo se encanta por um objeto em especial, e a história corre a partir daí. Simples e direto ao ponto, muito bom. E olha só que maravilha: você pode assistir o curta completo abaixo, direto no YouTube ou clicando aqui para assistir no site DailyMotion:

Aproveite para visitar o site oficial do filme, em www.replay-lefilm.com.
– Nota: 4

:: PLASTIC PEOPLE, de Pavel Koutský | República Tcheca (2007)
Uma brincadeira sobre a obsessão em melhorar o visual através das cirurgias plásticas. Não sou lá muito fã do estilo visual nem da animação, mas as piadas são bem divertidas.
– Nota: 3

:: MAHI, de Mahmoud Fakhrinejad | Irã (2006)
Depois de Sensorium (comentado no post anterior), eis mais uma porcaria sem sentido, sobre um peixe sendo pescado. Para entender o que se passa na tela é uma briga. Nem vou perder meu tempo aqui, já que perdi muito tempo vendo esse curta.
– Nota: 1

:: LA TÊTE DANS LES FLOCONS, de Bruno Collet | França (2007)
“Um surfista doido por neve” é a tradução literal desse curta em stop-motion, que prova novamente que os franceses estão na crista da animação. :-) Nesse curta, uma competição de esquiadores é ameaçada por um dos participantes, que fará de tudo para tirar os outros competidores da briga e conquistar o primeiro lugar. Humor completamente nonsense, que parece uma mistura da série Frango Robô (Robot Chicken), da Cartoon Network, com A Corrida Maluca (Wacky Races), da Hanna-Barbera. Divertidíssimo. :-D
– Nota: 5

:: UNPREDICTABLE BEHAVIOR, de Ernst Weber e Pasha Shapiro | Estados Unidos (2007)
Mais um curta em CGI, que mostra a conversa entre Sherlock Holmes e seu fiel ajudante, Dr. Watson, sobre o mistério de Jack, o Estripador. A animação me incomodou em alguns pontos, mas a modelagem é eficiente. A história é meio sem sentido, tentando questionar o pensamento racional e a natureza humana e, de repente, toma um caminho completamente bizarro. Interessante, mas fica isso.
– Nota: 3

:: CÂNONE PARA TRÊS MULHERES, de Carlos Eduardo Nogueira | Brasil (2008)
As únicas coisas interessantes neste curta são o uso das cores e a modelagem dos personagens, principalmente das mulheres que dão nome à essa produção CGI de Carlos Eduardo Nogueira, que mostra “três mulheres-fetiche – uma aeromoça, uma enfermeira e uma secretária – e seu dia-a-dia repetitivo de trabalho, assédio sexual e o retorno aos braços de seus maridos”. Não achei muito sentido nisso, para mim morreu na praia, mas visualmente é bem interessante.
– Nota: 2

:: HOW TO HOOK UP YOUR HOME THEATER, de Kevin Deters e Stevie Wermers-Skelton | Estados Unidos (2007)
A espera finalmente acabou! :D Uma ode aos clássicos curtas do Pateta da década de 40 e 50, “How to Hook Up Your Home Theater” transborda nas homenagens, que aparecem em cada segundo da projeção: desde a tela inicial de apresentação, com fundo vermelho e a cara do personagem aparecendo em destaque, passando pela música de Michael Giacchino (Os Incríveis) que bebe na fonte das trilhas produzidas por Oliver Wallace, indo até mesmo a replicar cenas clássicas como a do campo de futebol americano do curta How to Play Football, tudo isso banhado pela narração de Corey Burton. Mas o mais importante é que você não precisa saber nada dessas referências: o curta é realmente engraçado! E o “Aaaaaaaaaaahuhuhuhuiiiiiiii” também está lá. :-D Todo filme que fosse para o cinema deveria começar com algo assim, coisa que a Pixar percebeu desde o começo e vem nos presenteando com curtas cada vez mais espetaculares (eu já comentei aqui que Presto é o melhor curta deles até hoje? :-D ). Simplesmente genial.
– Nota: 5

RELEASE – CHOWDER estréia na Cartoon Network Brasil

0 Comments | This entry was posted on jun 05 2008

O novo desenho original do Cartoon Network estréia na telinha do canal na sexta-feira, dia 6 de junho, às 19h

A mais nova comédia animada do Cartoon Network contará as mágicas aventuras de um jovem aspirante a chef que vive na pequena cidade de Marzipã, onde os “Carrocóis” congestionam as ruas e os coloridos cidadãos andam apressados. Dentro da cozinha do Bufê do Mung Daal, Chowder, um jovem aprendiz de chef, trabalhará sob os cuidadosos olhos do experiente e excêntrico chef Mung Daal ajudando nas tarefas diárias da cozinha. O novo aluno que vive se metendo nas mais doidas confusões terá que tomar muito cuidado para escapar de um desastre atrás de outro. No seu novo posto, o cômico personagem assumirá responsabilidades que vão desde assegurar que os Feijões Cantantes fervam até que cantem em total harmonia e cuidar da banana machucada para que ela se recupere a entregar um biscoito de mil quilos para um homem que vive na cabeça de um gigante.

Chowder é a pessoa certa para este tipo de trabalho porque ninguém gosta tanto de preparar guloseimas e experimentar sabores novos como ele. Ele é uma doce e adorável criança que, por onde passa, apronta confusão. O pequeno aprendiz talvez não esteja pronto para ser chef, mas com certeza chegará lá, isso se antes não destruir a cidade inteira tentando.

CHOWDER foi criado por C. H. Greenblatt, um artista veterano de story boards do Cartoon Network Studios e a voz do personagem Fred Fredburger de As Terríveis Aventuras de Billy e Mandy. CHOWDER é uma produção original do Cartoon Network Studios em Burbank, Califórnia.

CHOWDER estréia no Cartoon Network na sexta-feira, dia 6 de junho, às 19h, e será exibido às sextas, às 19h, aos sábados, às 10h, e aos domingos, às 18h.

Cartoon Network, rede de TV por assinatura com transmissão 24 horas da Turner Broadcasting System, Inc., traz os melhores personagens animados e live-action em desenhos, filmes, videoclipes e games, por meio de diversas plataformas incluindo TV, internet, eventos, produtos licenciados e meios digitais. O canal abriga o maior acervo de desenhos animados, com produções premiadas como As Meninas Superpoderosas, Ben 10, As Terríveis Aventuras de Billy e Mandy, KND, A Mansão Foster para Amigos Imaginários, O Acampamento de Lazlo e Andy e seu esquilo. O canal foi lançado em 30 de abril de 1993 e é transmitido na América Latina em mais de 23,9 milhões de domicílios em português, espanhol e inglês.

BATMAN – THE BRAVE AND THE BOLD: informações sobre a nova saga animada do Cavaleiro das Trevas!

2 Comments | This entry was posted on abr 29 2008

Sei que a notícia da nova série animada do Batman já vem rolando a internet faz um tempinho, mas como ainda não tinha visto a imagem de divulgação (acima) até uns dias atrás, além de notar que ainda há pouca informação disponível, achei que seria legal comentar.

E sim, mais uma série animada do Batman, como se já não houvesse o bastante. “Mais uma? Os caras não se cansam, não?”, disse um abnegado El Cid, o que não deixa de ter seu fundo de verdade. A questão é que o Morcego sempre trouxe rios e rios de dinheiro para a Warner e para a DC Comics, ainda mais nos últimos 15 anos. Outro ponto importante a ser considerado é que, independente das infinitas encarnações animadas pós-The Animated Series (a mais conhecida hoje, aquela do visual gótico produzida por Paul Dini e Bruce Timm) – como The New Batman Adventures (também conhecida como Batman: Gotham Knights), Batman do Futuro, Liga da Justiça, O Batman – os roteiristas conseguiram o feito de criar estilos diferentes para cada nova série mantendo a qualidade das histórias em todas elas.

Bom, eis que é divulgada Batman – The Brave and The Bold, que mostrará o Cavaleiro das Trevas se unindo a um herói diferente a cada episódio para enfrentar os mais diversos perigos. Essa idéia, apresentada em versão animada na última e bem sucedida temporada de “The Batman”, tem sua origem um pouquinho mais no passado: entre 1955 e 1983, a DC lançou uma série de hqs chamada The Brave and The Bold, onde mostrava aventuras antigas de heróis menos conhecidos. Na edição número 25, o título mudou o foco, sendo palco de teste para novos personagens e equipes (o Esquadrão Suicida, Metamorpho e a famosíssima Liga da Justiça estrearam nesse título). Na edição de número 50, nova virada editorial: o título começou a mostrar encontros entre diversos heróis, e os mais famosos foram justamente aqueles que mostravam Batman se juntando a outros superpoderosos.

Segundo os produtores, essa série terá um tom muito mais light que as anteriores. Segundo o produtor James Tucker, “(a série) foi feita para trazer à tona um lado diferente do frio, vingador e temido Cavaleiro das Trevas. Nosso Batman tem esperança“. Ainda assim, o diretor Ben Jones deixou bem claro que “sim, haverá comédia, mas não esqueceremos da ação. (…) O Batman é ainda aquele perfeccionista chato que tem sido pelos últimos 20 anos“. Entre os heróis, Batman juntará forças com alguns heróis de primeira linha, como Aquaman e Arqueiro Verde (respire, Bruno, respire :-) ), e com outros não-tão-tops-e-conhecidos-mas-fodões-e-amados-por-muitos como Homem-Borracha (alguém chame uma ambulância para o Bruno, pelamor! :-D ) e Besouro Azul. Outros personagens serão divulgados em breve.

Pela imagem acima, dá para notar exatamente o que Tucker quer dizer. Só de trazer o visual “azul” – sabe, aquele do desenho animado Superamigos e daquela série de tv tosca dos anos 60 com o Adam West? Então – já deixa claro o caminho que a série tomará. A série será dirigida por Jones (responsável pela direçãde de vários episódios de Transformers Animated e Harvey O Advogado), Michael Chang (já dirigiu episódios de Teen Titans e Roughnecks: Starship Troopers Chronicles) e Brandon Vietti (diretor do longa Superman: Doomsday); a produção será de Tucker, Amy McKenna (produtora associada da série Legion of Super Heroes), Sam Register (produtor executivo de “Transformers Animated”) e Linda Steiner (produtora de Duck Dodgers e “Liga da Justiça”). Já os roteiros serão coordenados por Michael Jelenic (que já escreveu episódios para Ben 10, “O Batman”, “Legion of Super Heroes” e foi editor de roteiro no filme O Batman Vs. Drácula). Para dublar Batman/Bruce Wayne foi escolhido o ator Diedrich Bader (o amigo de Drew Carey da série de TV The Drew Carey Show); o jovem Zachary Gordon (que já participou de séries como Desperate Housewives e Frango Robô) emprestará sua voz para uma versão mais jovem de Bruce Wayne; já Greg Ellis (Beowulf e 24 Horas – terceira temporada) interpretará um personagem chamado Craddock. Outro nome confirmado no cast, Will Wheaton (mais conhecido pelo papel de Wesley Crusher na série Jornada nas Estrelas: A Nova Geração), ainda não teve o personagem divulgado.

O desenho terá 22 episódios para sua primeira temporada, e será exibido pela Cartoon Network ianque (isto é, praticamente garantida a exibição na CN brasileira). A série tem previsão de estréia para março de 2009.

:: Curtes Batman – The Animated Series? Que tal comprar no Submarino os DVDs da primeira, segunda e terceira temporadas?

:: Prefere The Batman? Sem problemas! O Submarino também tem os box importados da primeira, da segunda e da terceira temporadas, além da versão nacional de Batman Vs. Drácula!

Veja o trailer para cinema da nova animação STAR WARS: THE CLONE WARS

0 Comments | This entry was posted on abr 13 2008

Star Wars: The Clone Wars

Acessando agora o site Ain’t It Cool News, e cheguei na notícia do primeiro trailer para cinema da animação Star Wars: The Clone Wars.

Esse vídeo ainda não é oficial, e só está disponível no YouTube (veja abaixo) e no site russo Filmweb. Como provavelmente dentro dos próximos minutos o vídeo vai sair do ar, CORRAM! :-D

Pergunta: sou só eu que estou achando essa nova animação bem fraquinha? Design de personagens xôxo, animação mais ou menos, modelagem nhé… para mim, não tem a mesma força de Star Wars: Guerras Clônicas, produzida pelo sensacional Genndy Tartakovsky? Além disso, por quê voltar nesse ponto? Vão simplesmente desconsiderar o trabalho de Tartakovsky ou esse novo “The Clone Wars” acontecerá antes/depois? Se alguém souber, por favor, deixe um comentário. Valeu. :-) O filme, que será o início da nova série animada que estreará no Cartoon Network norte-americano no fim de 2008, é dirigido por Dave Filoni, com roteiro do próprio George Lucas e produção de Catherine Winder. Tem estréia prometida nos cinemas ianques para 15 de agosto de 2008. A distribuição será da Warner.

Transformers Animated confirmado na Globo!

0 Comments | This entry was posted on abr 09 2008

Transformers Animated confirmado na Globo!

Sim, eu sei. Sou o maior baba-ovo desses malditos robozinhos. É tipo casamento. “Na felicidade e na tristeza…” :-)

Já havia sido confirmado, no início do ano, que o desenho será transmitido na Cartoon Network brazuca. Mas agora acabei de receber a notícia, direto da World Screen, que a Globo comprou os direitos de exibir a série.

Não á nenhuma informação ainda sobre data de estréia – parece que o acordo foi fechado há pouco. Mas acredito que a estréia não deve estar muito longe não, afinal, a idéia é pegar carona no sucesso do filme e ser um petisco enquanto a continuação, que estréia no ano que vem, não chega aos cinemas.

Ah, e para terminar: tenho visto vários episódios, e posso garantir que o desenho é divertido. Tudo bem, é voltado para a molecada de 6 a 11 anos, mas os roteiristas entopem de referências para os fãs idosos como eu: tem aparições dos Dinobots, do Soundwave… eles fazem até referências aos Constructicons/Devastator e àquela tosqueira dos Headmasters, veja você! :-D

Transformers Animated: não é ruim. Mas preciso ver mais…

2 Comments | This entry was posted on jan 11 2008

Transformers Animated

Nada mais gostosinho do que começar de fato os posts deste singelo blog justamente com uma das minhas grandes paixões: Transformers, que ressurgiu para o povão com o lançamento do filme dirigido por Michael “eu adoro uma explosão por isso vamos colocar no filme inteiro sem me importar com o roteiro” Bay em julho de 2007. Filme divertido à primeira vista, que vai ficando pior cada vez que é revisto (ótima crítica do filme dada pelo amigão Zarko), mas ainda assim faturou horrores, caindo nas graças de todos e lançando uma montanha de produtos licenciados. Entre esses licenciamentos, uma nova série animada foi anunciada.

Chamada de Transformers Animated, a nova animação produzida e exibida pela Cartoon Network estadunidense, estreou na terra do Tio Sam no dia 26 de dezembro de 2007 em um episódio especial de uma hora. A animação ficou responsável pelos estúdios japoneses MOOK DLE (SWAT Cats e The Real Adventures of Jonny Quest), The Answer Studio (Super Esquadrão dos Macacos Robôs Hiper Força Já!) e Studio 4°C (Memories, Tekkon Kinkreet e The Animatrix – Kid’s Story). Nessa nova saga, que mais uma vez cria uma nova origem para o universo dos Autobots (os robozinhos do bem) tentam proteger a recém-descoberta Allspark – a fonte de toda a vida dos robôs – dos malévolos (putz, “malévolo” é uma palavra legal) Decepticons. Assim como a série clássica, conhecida como G1, a nave dos Autobots cai na Terra, mais especificamente na cidade de Detroit, forçando-os a se disfarçarem em veículos.

A série, que volta a ter os norte-americanos como time criativo (Beast Machines foi a última a ter produção norte-americana; as posteriores – Robots in Disguise, Energon, Armada e Cybertron foram produções japonesas), mostra uma senhora melhora no que diz respeito ao roteiro. A história parece ser muito mais bem montada, coesa, que as séries japonesas, e ainda mantendo foco no público infantil. Também pudera: o roteirista-chefe da série é Marty Isenberg, um dos roteiristas da série Beast Machines. Meu único problema com BM é justamente a premissa da história, que tinha tudo para ser muito melhor que Beast Wars, mas acabou exagerando na questão da “fusão tecnologia e orgânico”. Mas não há como negar que os episódios são muito bem escritos.

E isso começa a aparecer logo no começo da série: Optimus Prime ainda não é o lider experiente e paizão de outras encarnações. Ele acaba de se formar na Academia Autobot, e comanda um pequeno grupo de explore: Bumblebee, Ratchet, Bulkhead e Prowl. Aqui, as Guerras Cybertronianas já terminaram, e os Decepticons foram derrotados. Nota-se que Optimus ainda não sabe bem o que fazer, mas sua faceta de líder já começa a despontar, ao desobedecer ordens diretas de Ultra Magnus – comandante supremo dos Autobots – para não enfrentar uma nave Decepticon que se aproxima para roubar a Allspark.

Uma das coisas bacanas desse primeiro episódio é como eles fazem referência direta à G1, exibindo, logo nos primeiros segundos, cenas do primeiro episódio da série clássica, sem que isso atrapalhe em nada o entendimento da trama pelos que não conhecem as séries antigas. Essas cenas mostram cenas das Guerras Cybertronianas, mostrando personagens como Megatron, Starscream, Bumblebee, Thundercracker e Wheeljack em suas formas originais cybertronianas. Também é legal notar a diferença na qualidade das imagens assim que o episódio já mostra os novos Optimus Prime e Ratchet.

Mas as referências não páram por aí. Na verdade, há tantas, inclusive à Beast Wars / Beast Machines, com a presença da personagem BlackArachnia, que mantém o mesmo estilo visual e jeito de falar que sua contraparte em BW/BM. Com o link da G1 no começo, será que teremos alguma continuidade sendo montada ou é apenas uma homenagem? :-)

Mas o que mais vai mexer com os fãs mais antigos é justamente o novo design dos personagens; na verdade, o novo estilo visual da série. Sai os robôs quadradões, entram os designs arrendodados e estilizados de Derrick Wyatt . O cara, que é responsável pelo character design de animações como Teen Titans, A Mansão Foster para Amigos Imaginários e Legião de Super-Heróis, é um grande artista, mas não consigo compreender de onde veio essa idéia. Fico imaginando tantos caminhos bacanas para serem seguidos com o visual, e escolheram justo esse? Fica parecendo desenho animado para molecada de jardim da infância… Não é ruim, é só desnecessário. Fico me perguntando se vai realmente funcionar, imaginando que a pirralhada hoje esteja tão acostumada com os animes da vida que sei lá.

A animação também fica devendo um pouco. Em diversas cenas fica claro a falta de quadros de animação, como o jeito japonês de se fazer lyp-sinc (sincronismo labial), entre outras. Mesmo assim, o visual não fica comprometido, mas poderia haver um cuidado maior.

Pontos a favor:
- Starscream: continua sendo o mais legal. E letal. A sequência dele atacando sozinho e praticamente ganhando dos Autobots é muito bacana.
- O barulhinho clássico de transformação. Sim, ele continua lá, firme, forte e excelente como sempre. :-)
- O character design do novo Bumblebee. Totalmente baseado no design clássico do personagem, com traços que o deixam muito mais simpático e ágil.
- História entupida de referências à G1. Mais do que eu já comentei acima, só vendo mesmo.

Pontos contra:
- O design arredondado. Poderiam ter ido por outro caminho, mas essa necessidade de sempre fazer os produtos para a molecada às vezes dá nos nervos.
- Personagens humanos caricaturizados demais, mas de maneira geral não atrapalham a história como um todo.
- Blitzwing falando como um Arnold Schwarzenegger do gueto? QUÊ?
- Optimus sem o bocal. Qual o sentido, sendo bem sincero?

Vi esse desenho duas vezes. A primeira fiquei meio de ovo virado. Mas achei simpático da segunda vez. Quero ver se eles vão desenvolver legal a história do Optimus, e ainda esperar pelos próximos personagens confirmados, como Arcee, Grimlock, Slag, Swoop, Ironhide, Jazz, Wreck-gar, Soundwave e Shockwave. 26 episódios ainda estão por vir, e eu comentarei mais sobre a série assim que os episódios forem sendo exibidos.

É isso. :-)