Posts Tagged: david goyer

Crítica – BATMAN, O CAVALEIRO DAS TREVAS: uau. UAU!

Na verdade, isso aqui não será bem uma crítica. Eu apenas estaria repetindo o que a grande maioria já disse (e provou com uma bilheteria estrondosa) sobre Batman: O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight, 2008). Sim, o filme é genial. :-D E, além disso, há tanto para se falar que eu teria que escrever uma bíblia aqui, e ela seria entupida de spoilers.

Então, e já que eu irei falar sobre a animação Batman: O Cavaleiro de Gotham em breve, aproveito para fazer apenas alguns comentários, para que esse monster movie não passe batido aqui no Animartini:

- Não é o melhor filme de super-herói já criado, pois não é um filme de super-herói. É um policial, um thriller, um drama de primeiríssima linha, com um cara vestido de morcego perdido ali no meio, só para variar. Aqui, o nível é outro;

- As pessoas têm medo de traficantes, de terroristas. “Eles são malucos”, todos dizem. Ainda assim, há alguma razão no que fazem, por mais distorcida que seja: dinheiro, poder, vingança ou fundamentalismo. Ou todos juntos. Não concordamos, mas entendemos. O Coringa de Heath Ledger é entropia pura, é caos. Não há razão, não há sentido, não há explicação. Ele é um furacão que suga tudo ao seu redor; quando não destrói, distorce. Não há como impedir. Como o próprio Coringa diz, “você (Batman) não tem nada que possa me ameaçar. Não tem o que fazer com toda a sua força”. O que fazer se alguém assim aparecer? Eis a questão que me deixou com muito medo na saída do cinema.

- O filme não pára. É ação do começo ao fim. O clímax do filme dura duas horas e meia. Eu saí do cinema cansado, não estou brincando.

- Ah, a batmoto (também conhecida como batpod). Desde a primeira cena que vi dela, em trailers e fotos de produção, pensei “pronto, vão pisar na bola, tava demorando”. Manjas o batmóvel sem capota que aparece naquela porcaria chamada Batman & Robin? Pois é. Mas, graças a Primus, eu estava enganado. Como eu estava enganado. E ainda bem que eu estava enganado! :-D “É como se Nolan tivesse escolhido exatamente esse momento do filme para agradar ao fã mais xiita, e acertou na mosca! Tipo, ‘fã, essa é prá você’”, disse o grande amigo Vitor Franco. :-D

- O roteiro é tão bem amarrado, os personagens são tão bem construídos, que chega a ser um absurdo. E olha que o roteiro é do David Goyer (o cara que escreveu os três filmes do Blade onde só se salva o segundo, e por causa da direção do Guillermo Del Toro, o diretor de Hellboy e O Labirinto do Fauno)! :-D Além dos óbvios Bruce Wayne/Batman (Christian Bale), Jim Gordon (Gary Oldman), Harvey Dent (Aaron Eckhart), Lucius Fox (Morgan Freeman), Alfred Pennyworth (Michael Cane) e Coringa (Heath Ledger), personagens como o mafioso Salvatori Maroni (Eric Roberts), o executivo chinês Lau (Chin Han), o prefeito Anthony Garcia (Nestor Carbonell) e até Rachel Dawes, interpretada pela visualmente meia-boca mas ótima atriz Maggie Gylenhall (que entrou no lugar da belíssima mas insossa Katie Holmes) tem força descomunal na tela, uma presença importantíssima na história. Normalmente tantos personagens assim fazem com que o foco se perca, que nenhum deles tenha tempo de tela suficiente para mostrar a que veio. Mas, aqui, tudo faz sentido. Tudo isso se deve à direção magistral de Christopher Nolan. É de cair o queixo.

- Momento Bruno Fernandes, também conhecido como o “IMDB vivo”: destaque para participações especiais de William Fitchner como o gerente do banco dos mafiosos, e Anthony Michael Hall como o repórter Mike Engel.

- Why so serious? Here, let me put a smile on that face. :-D