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Crítica – STEAL THIS FILM: propriedade intelectual é o petróleo do século 21

2 Comments | This entry was posted on ago 20 2008

Um dos assuntos que mais mexe comigo hoje é justamente toda essa problemática envolvendo pirataria. Para começar a tratar desse assunto aqui no Animartini, eis a crítica do filme Steal This Film, produzido em 2006 por The League of Noble Peers e que pode ser baixado gratuitamente através do site oficial da produção: www.stealthisfilm.com/Part1.

“Steal This Film” usa como fio condutor a invasão e o desligamento dos servidores do site The Pirate Bay, considerado um dos maiores propagadores de material pirata da internet, pela polícia suíça em 2006. O porquê disso ter acontecido, assim como o envolvimento dos EUA na questão, leva a história a assuntos como direitos autorais, demanda e distribuição de conteúdo, protocolo Bit Torrent, etc.

O filme deixa claro sua posição desde o começo, defendendo com unhas e dentes a prática da pirataria. Como eu vou deixar claro no texto abaixo – e nos vários posts que eu ainda escreverei sobre isso – a situação é muito mais complexa do que tratar a pirataria simplesmente como crime, preto no branco. Ainda assim, a lei é clara, mesmo que caduca. o que mais me impressionou no filme é a cara de pau dos criadores do The Pirate Bay, principalmente quando enchem a boca para falar que os norte-americanos não tem como se meterem na Suíça – os EUA tentaram e continuam tentando encerrar as operações do site utilizando meios políticos e econômicos, já que, na prática, não há nenhuma lei na Suíça que considere crime oferecer links para materiais registrados -, que a informação deve trafegar livre, etc, etc. Eu concordo com eles com referência a essa lei, e sobre a liberdade da informação, mas pode notar quais dessas “informações” são as mais baixadas no The Pirate Bay: filmes e músicas norte-americanas, todas protegidas por leis internacionais de direitos autorais. É só ver o Top 100 downloads de filmes no TPB hoje: se há dois ou três filmes que não sejam de grandes produtoras norte-americanas, é muito. Esses que não são, são de outras três grandes produtoras de outros países. Assim é fácil, não? Read more »