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Crítica – BATMAN, O CAVALEIRO DAS TREVAS: uau. UAU!

Na verdade, isso aqui não será bem uma crítica. Eu apenas estaria repetindo o que a grande maioria já disse (e provou com uma bilheteria estrondosa) sobre Batman: O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight, 2008). Sim, o filme é genial. :-D E, além disso, há tanto para se falar que eu teria que escrever uma bíblia aqui, e ela seria entupida de spoilers.

Então, e já que eu irei falar sobre a animação Batman: O Cavaleiro de Gotham em breve, aproveito para fazer apenas alguns comentários, para que esse monster movie não passe batido aqui no Animartini:

- Não é o melhor filme de super-herói já criado, pois não é um filme de super-herói. É um policial, um thriller, um drama de primeiríssima linha, com um cara vestido de morcego perdido ali no meio, só para variar. Aqui, o nível é outro;

- As pessoas têm medo de traficantes, de terroristas. “Eles são malucos”, todos dizem. Ainda assim, há alguma razão no que fazem, por mais distorcida que seja: dinheiro, poder, vingança ou fundamentalismo. Ou todos juntos. Não concordamos, mas entendemos. O Coringa de Heath Ledger é entropia pura, é caos. Não há razão, não há sentido, não há explicação. Ele é um furacão que suga tudo ao seu redor; quando não destrói, distorce. Não há como impedir. Como o próprio Coringa diz, “você (Batman) não tem nada que possa me ameaçar. Não tem o que fazer com toda a sua força”. O que fazer se alguém assim aparecer? Eis a questão que me deixou com muito medo na saída do cinema.

- O filme não pára. É ação do começo ao fim. O clímax do filme dura duas horas e meia. Eu saí do cinema cansado, não estou brincando.

- Ah, a batmoto (também conhecida como batpod). Desde a primeira cena que vi dela, em trailers e fotos de produção, pensei “pronto, vão pisar na bola, tava demorando”. Manjas o batmóvel sem capota que aparece naquela porcaria chamada Batman & Robin? Pois é. Mas, graças a Primus, eu estava enganado. Como eu estava enganado. E ainda bem que eu estava enganado! :-D “É como se Nolan tivesse escolhido exatamente esse momento do filme para agradar ao fã mais xiita, e acertou na mosca! Tipo, ‘fã, essa é prá você’”, disse o grande amigo Vitor Franco. :-D

- O roteiro é tão bem amarrado, os personagens são tão bem construídos, que chega a ser um absurdo. E olha que o roteiro é do David Goyer (o cara que escreveu os três filmes do Blade onde só se salva o segundo, e por causa da direção do Guillermo Del Toro, o diretor de Hellboy e O Labirinto do Fauno)! :-D Além dos óbvios Bruce Wayne/Batman (Christian Bale), Jim Gordon (Gary Oldman), Harvey Dent (Aaron Eckhart), Lucius Fox (Morgan Freeman), Alfred Pennyworth (Michael Cane) e Coringa (Heath Ledger), personagens como o mafioso Salvatori Maroni (Eric Roberts), o executivo chinês Lau (Chin Han), o prefeito Anthony Garcia (Nestor Carbonell) e até Rachel Dawes, interpretada pela visualmente meia-boca mas ótima atriz Maggie Gylenhall (que entrou no lugar da belíssima mas insossa Katie Holmes) tem força descomunal na tela, uma presença importantíssima na história. Normalmente tantos personagens assim fazem com que o foco se perca, que nenhum deles tenha tempo de tela suficiente para mostrar a que veio. Mas, aqui, tudo faz sentido. Tudo isso se deve à direção magistral de Christopher Nolan. É de cair o queixo.

- Momento Bruno Fernandes, também conhecido como o “IMDB vivo”: destaque para participações especiais de William Fitchner como o gerente do banco dos mafiosos, e Anthony Michael Hall como o repórter Mike Engel.

- Why so serious? Here, let me put a smile on that face. :-D

KUNG FU PANDA: é legal. Só isso

Sinceramente, não entendi a tamanha comoção em cima de Kung Fu Panda. Venho lendo há meses que a animação era a primeira grande obra do estúdio do maluco Jeffrey Katzenberg, que a Dreamworks Animation tinha “dado uma de Pixar” e que o filme “era bom justamente devido à sua simplicidade”, e blábláblá.

Longe, bem longe disso. “Kung Fu Panda” é legal, e pára por aí. (acertou em cheio, caro El Cid :-) )

Para mim, essaa nova animação dirigida por Mark Osborne e John Stevenson é apenas mais um filme de verão. O roteiro de Jonathan Aibel e de Glenn Berger é simples, direto ao ponto e previsível às pampas, com algumas piadas bacanas, e só. Ok, ok, a animação está realmente muito bem feita (conduzida pelo animador-chefe Dan Wagner), inclusive a modelagem e as texturas, não há como negar.

Para mim, o que realmente se destaca são a apresentação do filme, toda animada em 2D pelo estúdio James Baxter Animation (o mesmo que produziu as cenas animadas de Encantada, utilizando um estilo visual que me lembrou bastante a sensacional série animada Samurai Jack), e os créditos finais, animados pela Shine Studios, também em 2D.

E eu achei que fosse pegar uma sessão particularmente vazia lá no Cine Roxy de Santos. Que nada: acabei caindo em uma sala repleta de crianças e seus respectivos pais. A molecada saiu do cinema vibrando com as peripécias do panda Po (quer dizer, todos menos o pivetinho do meu lado, que estava enchendo o saco da mãe para o filme acabar logo e que me olhou umas três vezes por causa das minhas reações ao filme. Eu sou um pateta. :-) ). Estaria eu ficando velho?

Não. As crianças é que gostam de qualquer coisa. :-D

E prá terminar: ontem eu vi Wall-E, de novo. E, por Primus, a segunda vez é ainda melhor! :-D