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THE LIFE AND TIMES OF TIM: review dos quatro primeiros episódios


Após quase dez anos depois de investir em séries como Todd McFarlane´s Spawn e Spicy City, a HBO volta a apostar em animações e lançou, em 28 de setembro de 2008, seu mais novo projeto: The Life and Times of Tim, série criada por Steve Dildarian.

Peraí. Animação? Vou deixar algo bem claro desde já: “The Life and Times of Tim” não tem nada de animação. Duvida? Veja o trecho abaixo (ou clicando aqui para ver no YouTube), um trecho do 4º episódio:

Por isso, nem falarei sobre técnica ou qualquer coisa que sequer remeta à animação. Ou até mesmo a qualidade dos desenhos, rabiscos feitos pelo próprio Dildarian e que falam por si mesmos.

Sobra falar do roteiro. “The Life and Times of Tim” é uma série sobre o nada, mas sem a genialidade e a finesse de Seinfeld. A série é vazia, não leva a lugar nenhum. Como não há humor, parece que Dildarian decidiu cobrir esses buracos com referências sexuais. Nos quatro episódios que eu vi, o mote de todos eles tem a ver com algo sexual (seja Tim – dublado pelo próprio Dildarian, que também assina a produção – tentando provar que a mulher que está em sua casa não é uma prostituta e que ele não levou na bunda, ou que ele não foi estuprado por um mendingo, ou que ele não estava pegando nos seios de uma velha senhora, ou que ele não se masturbou em uma igreja pensando nas mulheres da família da namorada, etc, etc), com exceção do trecho em vídeo acima, que decide usar a escatologia como ponto de partida para a “história”. Após cada episódio você ainda fica se perguntando onde foram parar os 22 minutos que você nunca mais verá na vida.

E ainda tem gente que fala um monte de asneiras do Seth MacFarlane… Pfff.

Para terminar, me pergunto constantemente o porquê de tantas dessas “animações adultas” norte-americanas serem tão mal feitas (e mesmo assim aprovadas e exibidas). Os exemplos não faltam: Esquadrão Aqua Teen (Aqua Teen Hunger Force), Rato Esponja (12 Ounce Mouse), Assy McGee, “The Life and Times of Tim”, Squidbillies… O que querem passar com isso, que os adultos querem ver roteiros ruins e piadas de baixo calão, enfeitadas por desenhos ruins e animações sem qualidade técnica alguma (em alguns casos praticamente inexistentes)? Essas porcarias eu não quero. Quero mais de Harvey O Advogado (Harvey Birdman: Attorney at Law), Frango Robô (Robot Chicken), Os Irmãos Aventura (The Venture Bros.), Uma Família da Pesada (Family Guy), American Dad, O Rei do Pedaço (King of the Hill), Os Simpsons, Futurama, God, The Devil and Bob… caramba, até mesmo South Park tem personalidade, um estilo todo próprio e é engraçada pacas, até mesmo com toda aquela pornografia e escatologia.

Bom, eu desisti de “The Life and Times of Tim”. Só queria ter tido a decência de ter parado no primeiro episódio.

ANIMA MUNDI 2008: o que eu vi, parte 2

Dando continuidade aos reviews das poucas sessões do Anima Mundi 2008 (leia a primeira parte dos reviews clicando aqui) que eu tive o prazer de comparecer, agora comento os curtas da sessão CURTAS 12:

:: FEAR, de Agustin Graham | Argentina (2007)
Uso das técnicas japonesas do anime para falar sobre como a realidade de um jovem fica distorcida ao ser tomado pelo medo. Animação bem feita, curta interessante. Aproveite para ver um trecho da animação abaixo ou clicando aqui:

– Nota: 3

:: REPLAY, de Boumediane, Delmeule, Voisin e Felicite-Zulma | França (2007)
Não há como negar: os franceses têm se destacado cada vez mais em seus curtas animados (Bernie´s Doll e Quidam Dégomme são os exemplos mais recentes que comentei na primeira parte desse review) e “Replay” é mais uma prova disso. Uma idéia simples e muito bem executada, conta a história de dois irmãos vivendo em um mundo pós-apocalíptico onde a terra está devastada e o ar está contaminado. Lana retorna todo dia ao bunker onde vive com seu irmão mais novo, Theo, com novidades sobre o mundo exterior. Dessa vez, Theo se encanta por um objeto em especial, e a história corre a partir daí. Simples e direto ao ponto, muito bom. E olha só que maravilha: você pode assistir o curta completo abaixo, direto no YouTube ou clicando aqui para assistir no site DailyMotion:

Aproveite para visitar o site oficial do filme, em www.replay-lefilm.com.
– Nota: 4

:: PLASTIC PEOPLE, de Pavel Koutský | República Tcheca (2007)
Uma brincadeira sobre a obsessão em melhorar o visual através das cirurgias plásticas. Não sou lá muito fã do estilo visual nem da animação, mas as piadas são bem divertidas.
– Nota: 3

:: MAHI, de Mahmoud Fakhrinejad | Irã (2006)
Depois de Sensorium (comentado no post anterior), eis mais uma porcaria sem sentido, sobre um peixe sendo pescado. Para entender o que se passa na tela é uma briga. Nem vou perder meu tempo aqui, já que perdi muito tempo vendo esse curta.
– Nota: 1

:: LA TÊTE DANS LES FLOCONS, de Bruno Collet | França (2007)
“Um surfista doido por neve” é a tradução literal desse curta em stop-motion, que prova novamente que os franceses estão na crista da animação. :-) Nesse curta, uma competição de esquiadores é ameaçada por um dos participantes, que fará de tudo para tirar os outros competidores da briga e conquistar o primeiro lugar. Humor completamente nonsense, que parece uma mistura da série Frango Robô (Robot Chicken), da Cartoon Network, com A Corrida Maluca (Wacky Races), da Hanna-Barbera. Divertidíssimo. :-D
– Nota: 5

:: UNPREDICTABLE BEHAVIOR, de Ernst Weber e Pasha Shapiro | Estados Unidos (2007)
Mais um curta em CGI, que mostra a conversa entre Sherlock Holmes e seu fiel ajudante, Dr. Watson, sobre o mistério de Jack, o Estripador. A animação me incomodou em alguns pontos, mas a modelagem é eficiente. A história é meio sem sentido, tentando questionar o pensamento racional e a natureza humana e, de repente, toma um caminho completamente bizarro. Interessante, mas fica isso.
– Nota: 3

:: CÂNONE PARA TRÊS MULHERES, de Carlos Eduardo Nogueira | Brasil (2008)
As únicas coisas interessantes neste curta são o uso das cores e a modelagem dos personagens, principalmente das mulheres que dão nome à essa produção CGI de Carlos Eduardo Nogueira, que mostra “três mulheres-fetiche – uma aeromoça, uma enfermeira e uma secretária – e seu dia-a-dia repetitivo de trabalho, assédio sexual e o retorno aos braços de seus maridos”. Não achei muito sentido nisso, para mim morreu na praia, mas visualmente é bem interessante.
– Nota: 2

:: HOW TO HOOK UP YOUR HOME THEATER, de Kevin Deters e Stevie Wermers-Skelton | Estados Unidos (2007)
A espera finalmente acabou! :D Uma ode aos clássicos curtas do Pateta da década de 40 e 50, “How to Hook Up Your Home Theater” transborda nas homenagens, que aparecem em cada segundo da projeção: desde a tela inicial de apresentação, com fundo vermelho e a cara do personagem aparecendo em destaque, passando pela música de Michael Giacchino (Os Incríveis) que bebe na fonte das trilhas produzidas por Oliver Wallace, indo até mesmo a replicar cenas clássicas como a do campo de futebol americano do curta How to Play Football, tudo isso banhado pela narração de Corey Burton. Mas o mais importante é que você não precisa saber nada dessas referências: o curta é realmente engraçado! E o “Aaaaaaaaaaahuhuhuhuiiiiiiii” também está lá. :-D Todo filme que fosse para o cinema deveria começar com algo assim, coisa que a Pixar percebeu desde o começo e vem nos presenteando com curtas cada vez mais espetaculares (eu já comentei aqui que Presto é o melhor curta deles até hoje? :-D ). Simplesmente genial.
– Nota: 5

EMMY AWARDS 2008: veja os indicados animados ao maior prêmio da tv norte-americana

E saiu a lista dos indicados para o maior prêmio da TV norte-americana, o Emmy. E, abaixo, a lista dos indicados animados, via Animated News:

Melhor Programa Animado (com duração menor que uma hora)
• Creature Comforts America
• O Rei do Pedaço (King of the Hill)
• Frango Robô (Robot Chicken)
• Bob Esponja (SpongeBob SquarePants)
• Os Simpsons

Melhor Programa Animado (com duração de uma hora ou mais)
• Uma Família da Pesada Apresenta: Blue Harvest (Blue Harvest – Family Guy)
• Imaginationland (South Park)
• Liga da Justiça: A Nova Fronteira (Justice League: The New Frontier)

Melhor Música Tema Original de Apresentação
• Phineas And Ferb

Melhor Música e Letra Original

• Phineas And Ferb, for I Ain’t Got No Rhythm

Melhor Trilha Sonora para Série
• Uma Família da Pesada (Family Guy), pelo episódio “Lois Kills Stewie”
• Os Simpsons, pelo episódio “Treehouse of Horror XVIII”

Melhor Especial de Não-Ficção
• The Pixar Story

Melhor Curta Animado Especial
• O Acampamento de Lazlo (Camp Lazlo), pelo episódio “Lazlo’s First Crush”
• Chowder, pelo episódio “Burple Nurples”

Veja a lista das séries live-action indicadas no Judão. Ah, sim, e Lost tem que levar esse ano como Melhor Série Dramática. Assim como Michael Emerson, que merece uma estatueta como Melhor Ator Coadjuvante em Série Dramática pela sua magistral interpretação do bizarro Ben Linus. :-D

BATMAN – THE BRAVE AND THE BOLD: informações sobre a nova saga animada do Cavaleiro das Trevas!

Sei que a notícia da nova série animada do Batman já vem rolando a internet faz um tempinho, mas como ainda não tinha visto a imagem de divulgação (acima) até uns dias atrás, além de notar que ainda há pouca informação disponível, achei que seria legal comentar.

E sim, mais uma série animada do Batman, como se já não houvesse o bastante. “Mais uma? Os caras não se cansam, não?”, disse um abnegado El Cid, o que não deixa de ter seu fundo de verdade. A questão é que o Morcego sempre trouxe rios e rios de dinheiro para a Warner e para a DC Comics, ainda mais nos últimos 15 anos. Outro ponto importante a ser considerado é que, independente das infinitas encarnações animadas pós-The Animated Series (a mais conhecida hoje, aquela do visual gótico produzida por Paul Dini e Bruce Timm) – como The New Batman Adventures (também conhecida como Batman: Gotham Knights), Batman do Futuro, Liga da Justiça, O Batman – os roteiristas conseguiram o feito de criar estilos diferentes para cada nova série mantendo a qualidade das histórias em todas elas.

Bom, eis que é divulgada Batman – The Brave and The Bold, que mostrará o Cavaleiro das Trevas se unindo a um herói diferente a cada episódio para enfrentar os mais diversos perigos. Essa idéia, apresentada em versão animada na última e bem sucedida temporada de “The Batman”, tem sua origem um pouquinho mais no passado: entre 1955 e 1983, a DC lançou uma série de hqs chamada The Brave and The Bold, onde mostrava aventuras antigas de heróis menos conhecidos. Na edição número 25, o título mudou o foco, sendo palco de teste para novos personagens e equipes (o Esquadrão Suicida, Metamorpho e a famosíssima Liga da Justiça estrearam nesse título). Na edição de número 50, nova virada editorial: o título começou a mostrar encontros entre diversos heróis, e os mais famosos foram justamente aqueles que mostravam Batman se juntando a outros superpoderosos.

Segundo os produtores, essa série terá um tom muito mais light que as anteriores. Segundo o produtor James Tucker, “(a série) foi feita para trazer à tona um lado diferente do frio, vingador e temido Cavaleiro das Trevas. Nosso Batman tem esperança“. Ainda assim, o diretor Ben Jones deixou bem claro que “sim, haverá comédia, mas não esqueceremos da ação. (…) O Batman é ainda aquele perfeccionista chato que tem sido pelos últimos 20 anos“. Entre os heróis, Batman juntará forças com alguns heróis de primeira linha, como Aquaman e Arqueiro Verde (respire, Bruno, respire :-) ), e com outros não-tão-tops-e-conhecidos-mas-fodões-e-amados-por-muitos como Homem-Borracha (alguém chame uma ambulância para o Bruno, pelamor! :-D ) e Besouro Azul. Outros personagens serão divulgados em breve.

Pela imagem acima, dá para notar exatamente o que Tucker quer dizer. Só de trazer o visual “azul” – sabe, aquele do desenho animado Superamigos e daquela série de tv tosca dos anos 60 com o Adam West? Então – já deixa claro o caminho que a série tomará. A série será dirigida por Jones (responsável pela direçãde de vários episódios de Transformers Animated e Harvey O Advogado), Michael Chang (já dirigiu episódios de Teen Titans e Roughnecks: Starship Troopers Chronicles) e Brandon Vietti (diretor do longa Superman: Doomsday); a produção será de Tucker, Amy McKenna (produtora associada da série Legion of Super Heroes), Sam Register (produtor executivo de “Transformers Animated”) e Linda Steiner (produtora de Duck Dodgers e “Liga da Justiça”). Já os roteiros serão coordenados por Michael Jelenic (que já escreveu episódios para Ben 10, “O Batman”, “Legion of Super Heroes” e foi editor de roteiro no filme O Batman Vs. Drácula). Para dublar Batman/Bruce Wayne foi escolhido o ator Diedrich Bader (o amigo de Drew Carey da série de TV The Drew Carey Show); o jovem Zachary Gordon (que já participou de séries como Desperate Housewives e Frango Robô) emprestará sua voz para uma versão mais jovem de Bruce Wayne; já Greg Ellis (Beowulf e 24 Horas – terceira temporada) interpretará um personagem chamado Craddock. Outro nome confirmado no cast, Will Wheaton (mais conhecido pelo papel de Wesley Crusher na série Jornada nas Estrelas: A Nova Geração), ainda não teve o personagem divulgado.

O desenho terá 22 episódios para sua primeira temporada, e será exibido pela Cartoon Network ianque (isto é, praticamente garantida a exibição na CN brasileira). A série tem previsão de estréia para março de 2009.

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