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TRANSFORMERS ANIMATED: review rápido da primeira e da segunda temporadas!

Levou tempo, mas as duas primeiras temporadas de Transformers Animated finalmente chegaram ao fim. Bom, para ir direto ao ponto (e com spoilers praticamente beirando a zero), a série é muito divertida. :-D

O roteirista-chefe Marty Isenberg conseguiu criar um novo universo utilizando a série antiga como base, mas sem que isso impedisse o entendimento daqueles que nunca viram – ou viram e pouco se importaram com – os episódios antigos. Para a molecada mais jovem, é um ótimo passatempo e não ofende a inteligência (tirando, claro, a babaquice de seguir a idéia do filme live-action, com toda aquela pataquada do Allspark: afinal, em um universo totalmente tecnológico, é preciso recorrer à magia para justificar tudo quanto é acontecimento? Me poupe, Michael Bay). Para os marmanjos e fãs mais enjoados, a série oferece tantas referências, piadas internas e histórias em arcos que deixam a experiência bem satisfatória. Sinceramente achei uma perda de tempo os vilões humanos (Nanosec, Angry Archer e Meltdown, por exemplo), que só atrasaram a aparição dos Decepticons na série, mas não foi nada traumático. Quando personagens como Starscream, Shockwave e o próprio Megatron dão as caras, aí é só delírio. :-D Nesse caso, a segunda temporada acaba sendo melhor, pois justamente marca a volta do Megatron como vilão principal, já que ele estava desmontado desde o primeiro episódio da série e só fazia maquinações através do contato com o professor Isaac Sumdac, um dos personagens humanos.

Ainda assim, a animação continua me incomodando. Não há muitos quadros por segundo, e a total falta de atenção ao sincronismo labial deixa um gosto meio ruim na boca, pelo menos na minha (entenderam? Boca, sincronismo labial, hã, hã? :-D ). Por mais que os japoneses tenham transformado isso num estilo próprio, e que a maioria da molecada vidrada em animes hoje em dia não se importa com isso, não é uma decisão que eu diria ser ideal. A falta de atenção nesse quesito tira muito a emoção, sem falar que às vezes parece que a voz não está sendo dita pelo personagem. Um pouquinho mais de apreço pelo material final poderia ter deixado a série ainda mais bacana.

Em compensação, o character design de cada novo personagem acaba se tornando um deleite, mesmo seguindo esse novo estilo mais arredondado desenvolvido por Derrick Wyatt. Além de ótimas aparições dos autobots Ultra Magnus e Jazz, respectivamente líder e soldado da Guarda de Elite Autobot, e dos Dinobots (sempre garantia de sucesso), ressalto outras participações hilárias: os Constructicons, Wreck-Gar e Blurr. Mas a melhor de todas as participações especiais fica para o último episódio, que vai deixar muitos fanáticos de queixo caído. :-D

A série está passando no Cartoon Network brazuca todo sábado, às 13h. Eu recomendo, e já espero ansioso pela terceira temporada. Ainda assim, espero ansioso pelo dia Transformers será tratado com o mesmo carinho e preciosismo que séries como Macross e Gundam:-)

BATMAN – THE BRAVE AND THE BOLD: informações sobre a nova saga animada do Cavaleiro das Trevas!

Sei que a notícia da nova série animada do Batman já vem rolando a internet faz um tempinho, mas como ainda não tinha visto a imagem de divulgação (acima) até uns dias atrás, além de notar que ainda há pouca informação disponível, achei que seria legal comentar.

E sim, mais uma série animada do Batman, como se já não houvesse o bastante. “Mais uma? Os caras não se cansam, não?”, disse um abnegado El Cid, o que não deixa de ter seu fundo de verdade. A questão é que o Morcego sempre trouxe rios e rios de dinheiro para a Warner e para a DC Comics, ainda mais nos últimos 15 anos. Outro ponto importante a ser considerado é que, independente das infinitas encarnações animadas pós-The Animated Series (a mais conhecida hoje, aquela do visual gótico produzida por Paul Dini e Bruce Timm) – como The New Batman Adventures (também conhecida como Batman: Gotham Knights), Batman do Futuro, Liga da Justiça, O Batman – os roteiristas conseguiram o feito de criar estilos diferentes para cada nova série mantendo a qualidade das histórias em todas elas.

Bom, eis que é divulgada Batman – The Brave and The Bold, que mostrará o Cavaleiro das Trevas se unindo a um herói diferente a cada episódio para enfrentar os mais diversos perigos. Essa idéia, apresentada em versão animada na última e bem sucedida temporada de “The Batman”, tem sua origem um pouquinho mais no passado: entre 1955 e 1983, a DC lançou uma série de hqs chamada The Brave and The Bold, onde mostrava aventuras antigas de heróis menos conhecidos. Na edição número 25, o título mudou o foco, sendo palco de teste para novos personagens e equipes (o Esquadrão Suicida, Metamorpho e a famosíssima Liga da Justiça estrearam nesse título). Na edição de número 50, nova virada editorial: o título começou a mostrar encontros entre diversos heróis, e os mais famosos foram justamente aqueles que mostravam Batman se juntando a outros superpoderosos.

Segundo os produtores, essa série terá um tom muito mais light que as anteriores. Segundo o produtor James Tucker, “(a série) foi feita para trazer à tona um lado diferente do frio, vingador e temido Cavaleiro das Trevas. Nosso Batman tem esperança“. Ainda assim, o diretor Ben Jones deixou bem claro que “sim, haverá comédia, mas não esqueceremos da ação. (…) O Batman é ainda aquele perfeccionista chato que tem sido pelos últimos 20 anos“. Entre os heróis, Batman juntará forças com alguns heróis de primeira linha, como Aquaman e Arqueiro Verde (respire, Bruno, respire :-) ), e com outros não-tão-tops-e-conhecidos-mas-fodões-e-amados-por-muitos como Homem-Borracha (alguém chame uma ambulância para o Bruno, pelamor! :-D ) e Besouro Azul. Outros personagens serão divulgados em breve.

Pela imagem acima, dá para notar exatamente o que Tucker quer dizer. Só de trazer o visual “azul” – sabe, aquele do desenho animado Superamigos e daquela série de tv tosca dos anos 60 com o Adam West? Então – já deixa claro o caminho que a série tomará. A série será dirigida por Jones (responsável pela direçãde de vários episódios de Transformers Animated e Harvey O Advogado), Michael Chang (já dirigiu episódios de Teen Titans e Roughnecks: Starship Troopers Chronicles) e Brandon Vietti (diretor do longa Superman: Doomsday); a produção será de Tucker, Amy McKenna (produtora associada da série Legion of Super Heroes), Sam Register (produtor executivo de “Transformers Animated”) e Linda Steiner (produtora de Duck Dodgers e “Liga da Justiça”). Já os roteiros serão coordenados por Michael Jelenic (que já escreveu episódios para Ben 10, “O Batman”, “Legion of Super Heroes” e foi editor de roteiro no filme O Batman Vs. Drácula). Para dublar Batman/Bruce Wayne foi escolhido o ator Diedrich Bader (o amigo de Drew Carey da série de TV The Drew Carey Show); o jovem Zachary Gordon (que já participou de séries como Desperate Housewives e Frango Robô) emprestará sua voz para uma versão mais jovem de Bruce Wayne; já Greg Ellis (Beowulf e 24 Horas – terceira temporada) interpretará um personagem chamado Craddock. Outro nome confirmado no cast, Will Wheaton (mais conhecido pelo papel de Wesley Crusher na série Jornada nas Estrelas: A Nova Geração), ainda não teve o personagem divulgado.

O desenho terá 22 episódios para sua primeira temporada, e será exibido pela Cartoon Network ianque (isto é, praticamente garantida a exibição na CN brasileira). A série tem previsão de estréia para março de 2009.

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Transformers Animated confirmado na Globo!

Transformers Animated confirmado na Globo!

Sim, eu sei. Sou o maior baba-ovo desses malditos robozinhos. É tipo casamento. “Na felicidade e na tristeza…” :-)

Já havia sido confirmado, no início do ano, que o desenho será transmitido na Cartoon Network brazuca. Mas agora acabei de receber a notícia, direto da World Screen, que a Globo comprou os direitos de exibir a série.

Não á nenhuma informação ainda sobre data de estréia – parece que o acordo foi fechado há pouco. Mas acredito que a estréia não deve estar muito longe não, afinal, a idéia é pegar carona no sucesso do filme e ser um petisco enquanto a continuação, que estréia no ano que vem, não chega aos cinemas.

Ah, e para terminar: tenho visto vários episódios, e posso garantir que o desenho é divertido. Tudo bem, é voltado para a molecada de 6 a 11 anos, mas os roteiristas entopem de referências para os fãs idosos como eu: tem aparições dos Dinobots, do Soundwave… eles fazem até referências aos Constructicons/Devastator e àquela tosqueira dos Headmasters, veja você! :-D

Uma leve melhora

Bumblebee Animated, por Paulo Martini
Clique no amarelinho para vê-lo maior

Não sei dizer, mas hoje senti que estava dominando um pouco melhor essa tablet maledeta. :-)

Tinha acabado de baixar o novo episódio de Transformers Animated, quando me veio: “putz, acho que seria legal desenhar o Bumblebee”. Quem leu meu primeiro post sabe o quanto achei bacana esse novo visual do antigo fuqueta-robô.

Fiquei tão empolgado  que acabei até colorindo o bichinho. Depois de ver o resultado final, cheguei a duas conclusões :
1- Preciso aprender um pouco mais sobre sombras;
2- Os pés e as pernas dele ficaram… um tanto tortos, não?

Bom, é isso. Vou dormir que já tô babando no teclado. Amanhã tem mais. :-)

Transformers Animated: não é ruim. Mas preciso ver mais…

Transformers Animated

Nada mais gostosinho do que começar de fato os posts deste singelo blog justamente com uma das minhas grandes paixões: Transformers, que ressurgiu para o povão com o lançamento do filme dirigido por Michael “eu adoro uma explosão por isso vamos colocar no filme inteiro sem me importar com o roteiro” Bay em julho de 2007. Filme divertido à primeira vista, que vai ficando pior cada vez que é revisto (ótima crítica do filme dada pelo amigão Zarko), mas ainda assim faturou horrores, caindo nas graças de todos e lançando uma montanha de produtos licenciados. Entre esses licenciamentos, uma nova série animada foi anunciada.

Chamada de Transformers Animated, a nova animação produzida e exibida pela Cartoon Network estadunidense, estreou na terra do Tio Sam no dia 26 de dezembro de 2007 em um episódio especial de uma hora. A animação ficou responsável pelos estúdios japoneses MOOK DLE (SWAT Cats e The Real Adventures of Jonny Quest), The Answer Studio (Super Esquadrão dos Macacos Robôs Hiper Força Já!) e Studio 4°C (Memories, Tekkon Kinkreet e The Animatrix – Kid’s Story). Nessa nova saga, que mais uma vez cria uma nova origem para o universo dos Autobots (os robozinhos do bem) tentam proteger a recém-descoberta Allspark – a fonte de toda a vida dos robôs – dos malévolos (putz, “malévolo” é uma palavra legal) Decepticons. Assim como a série clássica, conhecida como G1, a nave dos Autobots cai na Terra, mais especificamente na cidade de Detroit, forçando-os a se disfarçarem em veículos.

A série, que volta a ter os norte-americanos como time criativo (Beast Machines foi a última a ter produção norte-americana; as posteriores – Robots in Disguise, Energon, Armada e Cybertron foram produções japonesas), mostra uma senhora melhora no que diz respeito ao roteiro. A história parece ser muito mais bem montada, coesa, que as séries japonesas, e ainda mantendo foco no público infantil. Também pudera: o roteirista-chefe da série é Marty Isenberg, um dos roteiristas da série Beast Machines. Meu único problema com BM é justamente a premissa da história, que tinha tudo para ser muito melhor que Beast Wars, mas acabou exagerando na questão da “fusão tecnologia e orgânico”. Mas não há como negar que os episódios são muito bem escritos.

E isso começa a aparecer logo no começo da série: Optimus Prime ainda não é o lider experiente e paizão de outras encarnações. Ele acaba de se formar na Academia Autobot, e comanda um pequeno grupo de explore: Bumblebee, Ratchet, Bulkhead e Prowl. Aqui, as Guerras Cybertronianas já terminaram, e os Decepticons foram derrotados. Nota-se que Optimus ainda não sabe bem o que fazer, mas sua faceta de líder já começa a despontar, ao desobedecer ordens diretas de Ultra Magnus – comandante supremo dos Autobots – para não enfrentar uma nave Decepticon que se aproxima para roubar a Allspark.

Uma das coisas bacanas desse primeiro episódio é como eles fazem referência direta à G1, exibindo, logo nos primeiros segundos, cenas do primeiro episódio da série clássica, sem que isso atrapalhe em nada o entendimento da trama pelos que não conhecem as séries antigas. Essas cenas mostram cenas das Guerras Cybertronianas, mostrando personagens como Megatron, Starscream, Bumblebee, Thundercracker e Wheeljack em suas formas originais cybertronianas. Também é legal notar a diferença na qualidade das imagens assim que o episódio já mostra os novos Optimus Prime e Ratchet.

Mas as referências não páram por aí. Na verdade, há tantas, inclusive à Beast Wars / Beast Machines, com a presença da personagem BlackArachnia, que mantém o mesmo estilo visual e jeito de falar que sua contraparte em BW/BM. Com o link da G1 no começo, será que teremos alguma continuidade sendo montada ou é apenas uma homenagem? :-)

Mas o que mais vai mexer com os fãs mais antigos é justamente o novo design dos personagens; na verdade, o novo estilo visual da série. Sai os robôs quadradões, entram os designs arrendodados e estilizados de Derrick Wyatt . O cara, que é responsável pelo character design de animações como Teen Titans, A Mansão Foster para Amigos Imaginários e Legião de Super-Heróis, é um grande artista, mas não consigo compreender de onde veio essa idéia. Fico imaginando tantos caminhos bacanas para serem seguidos com o visual, e escolheram justo esse? Fica parecendo desenho animado para molecada de jardim da infância… Não é ruim, é só desnecessário. Fico me perguntando se vai realmente funcionar, imaginando que a pirralhada hoje esteja tão acostumada com os animes da vida que sei lá.

A animação também fica devendo um pouco. Em diversas cenas fica claro a falta de quadros de animação, como o jeito japonês de se fazer lyp-sinc (sincronismo labial), entre outras. Mesmo assim, o visual não fica comprometido, mas poderia haver um cuidado maior.

Pontos a favor:
- Starscream: continua sendo o mais legal. E letal. A sequência dele atacando sozinho e praticamente ganhando dos Autobots é muito bacana.
- O barulhinho clássico de transformação. Sim, ele continua lá, firme, forte e excelente como sempre. :-)
- O character design do novo Bumblebee. Totalmente baseado no design clássico do personagem, com traços que o deixam muito mais simpático e ágil.
- História entupida de referências à G1. Mais do que eu já comentei acima, só vendo mesmo.

Pontos contra:
- O design arredondado. Poderiam ter ido por outro caminho, mas essa necessidade de sempre fazer os produtos para a molecada às vezes dá nos nervos.
- Personagens humanos caricaturizados demais, mas de maneira geral não atrapalham a história como um todo.
- Blitzwing falando como um Arnold Schwarzenegger do gueto? QUÊ?
- Optimus sem o bocal. Qual o sentido, sendo bem sincero?

Vi esse desenho duas vezes. A primeira fiquei meio de ovo virado. Mas achei simpático da segunda vez. Quero ver se eles vão desenvolver legal a história do Optimus, e ainda esperar pelos próximos personagens confirmados, como Arcee, Grimlock, Slag, Swoop, Ironhide, Jazz, Wreck-gar, Soundwave e Shockwave. 26 episódios ainda estão por vir, e eu comentarei mais sobre a série assim que os episódios forem sendo exibidos.

É isso. :-)